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domingo, 28 de setembro de 2008

QUEM EU SOU?


Fui rainha dos sete mares.

Fui senhora em treze castelos.

Aos meus pés muitos se curvaram.

Uns para bajular-me, e em suas cabeças minha mão eu passava.

Outros para implorar-me perdão, mas eu era implacável e ali mesmo suas cabeças rolaram.

Jamais voltei atrás.

Jamais me curvei à vontade de alguém.

Jamais permiti que em meu mundo entrassem.

Eu era a senhora,a poderosa, mandei, reinei e jamais olhei para trás.

Agia não com o coração, mas com a cabeça.

Não, eu não era injusta não, só que pau tinha que ser pau e pedra, pedra.

A lei tinha que ser cumprida e eu assim fazia.

Jamais aceitei desculpas pela falta de seu cumprimento, eu era forte, portanto não admitia as fraquezas alheias, não entendia que ser humano falhasse, tivesse direito a uma segunda chance, não isso eu não entendia.

Meus ancestrais assim me ensinaram e rigidamente fui educada, o filho varão não veio, portanto eu subi ao trono e como mulher, não podia demonstrar fraquezas.

Eu venceria, eu faria a vontade de meus pais, eu não permitiria jamais que me fizessem de tola.

Uns me achavam justa, outros me temiam, amada nunca fui, amei sim amei, mas nunca pude viver esse amor,
sofri, mas para eu sofrer era uma fraqueza, esqueci-me que eu era uma mulher, fui apenas a Rainha, ninguém jamais soube que eu precisava de um ombro para apoiar-me.

Sim fui rainha, reinei, acertei em alguma coisa e errei em muitas outras, coloquei em prática o que me ensinaram, mas não aprendi a demonstrar amor em meu atos, teria a desculpa em que tudo era difícil, a ferro e a fogo, mas eu era inteligente e poderia usar essa inteligência para impor as leis com amor e fraternidade.

Pátria amada e querida podia tê-la feito melhor, em minhas mãos estava o teu adiantamento e eu retardei, com certeza, tua evolução.

Solo amado que adiantou a ti meu reinado?

Choro-te e ainda hoje assisto as conseqüências da minha inflexibilidade.

Um dia a ti voltarei e poderei reparar um pouco do mal que te fiz.

Por enquanto trabalho na linha de divisa terrestre, aonde aprendi a amar, perdoar e entender as fraquezas humanas e principalmente as minhas.

Quem eu sou?

Ditado por um espírito amigo
Usa o pseudônimo de Zimbá

psicografado por Luconi
Em 17-02-1985

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