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terça-feira, 24 de novembro de 2009

DE UM AMIGO DESCONHECIDO

Boa tarde, li a reportagem sobre a Flávia na Revista Época e mesmo sabendo que nada posso fazer objetivamente mas ainda assim gostaria de dizer-lhe, e a Flávia também, eis-me aqui, é um simples cordel mas leva em si o meu sentimento de solidariedade. Não sou religioso e embora advogado também sou descrente na Justiça, infelizmente.

Eis-me aqui no seu espaço
Buscando uma ocupação
Eis-me aqui dando um abraço
Que vem lá do coração
Eis-me aqui sem nó nem laço
Quero apenas ser irmão.

Eis-me aqui pra trabalhar
Na santa obra de Deus
Eis-me aqui para ajudar
Todos os bons que são os seus
Eis-me aqui pra aconselhar
Àqueles que são de Deus.

Eis-me aqui para dizer
Que amo a quem é irmão
Eis-me aqui pra entender
Por que tanta solidão
Eis-me aqui pra lhe estender
A minha compreensão.

Eis-me aqui pra navegar
Sendo o Pai a direção
Eis-me aqui pra contemplar
Essa mais bela visão
Eis-me aqui para segurar
O que a Mãe tem na mão.

Eis-me aqui nesse meu manto
Para lhe tirar o pranto
Eis-me aqui, não sou um santo
Mas também não causo espanto
Eis-me aqui nesse seu canto
Para você trago acalanto.

Eis-me aqui para dizer
Que você também eu sou
Eis-me aqui para lhe ver
E dizer que aqui estou
Eis-me aqui pra agradecer
Pelo muito que me amou.

Eis-me aqui, muito sofri
Também isso já passou
Eis-me aqui, também sorri
Com a vida que restou
Eis-me aqui, também parti
Mas aqui agora estou.

Eis-me aqui, sou seu amigo
Estou aqui com você
Eis-me aqui no seu abrigo
Onde mais ninguém te vê
Eis-me aqui na luz contigo
Mas você nunca me vê.

Eis-me aqui no horizonte
Como parte do universo
Eis-me aqui em vôo rasante
Para lhe trazer um verso
Eis-me aqui nessa vazante
Da qual eu sou o reverso.

Eis-me aqui como um parceiro
Que irá te governar
Eis-me aqui de corpo inteiro
Pra poder te ajudar
Eis-me aqui, fui o primeiro
Ao nosso Pai contemplar.

Eis-me aqui, não tenho tempo
Já não sei se te alcanço
Eis-me aqui, sou como o vento
Pois os seus membros balanço
Eis-me aqui, não há mais tempo
Mas o meu jugo é manso.

Eis-me aqui, sou sua paz
Venho sempre pra te ver
Eis-me aqui, não volte atrás
Eu posso lhe proteger
Eis-me aqui, eu sou capaz
De mostrar meu próprio ser.

Eis-me aqui, sou seu andar
Vou contigo aprender
Eis-me aqui a acompanhar
Para ver o que há pra ver
Eis-me aqui a esperar
Que possas me entender.

Eis-me aqui pra sugerir
Mais um amigo aceitar
Eis-me aqui pra me insurgir
Contra a sina do penar
Eis-me aqui pra confundir
Com o que tenho pra falar.

Eis-me aqui pra melhorar
As coisas que dei aos meus
Eis-me aqui pra aplainar
A estrada para os meus
Eis-me aqui pra revelar
Sou filho do próprio Deus.

Um comentário:

  1. Muito bom meu amigo, uma mensagem e tanto que serve não só para a Flávia, ou para mim mas para tantos que se acham só, todos nós encarnados temos amigos espirituais desta ou de outras vidas,são os laços de amor que jamais se rompem. beijos Luconi

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