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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

OS VERDADEIROS VALORES SÃO RECONHECIDOS


Na manjedoura tão simples, ele foi reconhecido, por todos, os mais humildes e os mais poderosos, num estábulo, ele foi homenageado e a Ele todos renderam graças.
Em tamanha simplicidade, ele foi reconhecido, não precisou de roupas de rei, nem de palácio, muito menos de berço de ouro.
Como também foi incompreendido desde cedo, quando Herodes temendo pela sua posição de rei mandou decapitar tantas crianças pensando assim em matá-lo.
Dando em sua primeira infância a primeira lição ao mundo, os verdadeiros valores são reconhecidos sempre não precisando de grandes manifestações para se propagarem, só os que ainda estão cegos pela materialidade não conseguem enxergá-los.
Não se preocupem vocês que trabalham na seara, não pensem que o seu trabalho não dará frutos, não se desacreditem por causa de irmãos que ainda estão cegos e surdos, não desanimem por serem mal entendidos, não entrem em contendas inúteis.
Lembrem-se que respeitar a opinião alheia é muito importante, tentar entender e compreender é prática que sempre nos proporcionará chances de novos aprendizados, não esqueçamos que ninguém nunca está certo totalmente, nem nós, e que o aprendizado é constante. Só paralisa aquele que é radical, este acaba estragando as sementes que germinou e perdendo grandes oportunidades de plantio.
Sigamos na luta contra o mal, sigamos na luta contra a ignorância, mas sempre usando como armas o amor e a humildade, levemos a paz e não a discórdia.
Fiquem em paz,
Ditado por Gilson Gomes
psicografado por Luconi
01-04-2010

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

RENOVAÇÃO




Renovação é apenas o que nos pede o Mestre. Sim renovar, através de um estudo sério de nós mesmos, sendo honestos e verdadeiros, não usando desculpas ou meio termos para amenizar nossas culpas.

Culpas que devem servir para tirarmos o ensejo da renovação e não para nos martirizar.

A escola da vida é igual a qualquer escola, se vamos mal numa prova temos que estudar novamente a matéria para podermos fazer outra prova, assim é também na escola da vida.

Somos espíritos repetentes na escala da evolução, isto não nos diminui perante o Pai, apenas adiamos o momento de ganharmos a graça de aprendermos sem sofrimento, de evoluirmos de forma natural, sem precisarmos encarnar num planeta de prova e expiação.

Renovação do nosso eu, olharmos para a nossa alma, fazermos um balanço sobre nós, como se fossemos reformar uma velha casa. Reconhecer o que precisa ser mudado, o que precisa ser substituído e o que deve ser arrancado e jogado fora.

Renovar-se é fazer a reforma íntima, é tomar consciência de nosso verdadeiro propósito nesta vida, é combater o mal, e com ele as trevas e permitir que o bem se faça e com ele a luz entre em nossa morada interior.

ditado por Aspargos
psicografado por Luconi
01-04-10

domingo, 1 de agosto de 2010

MENSAGEM DE MAMÃE



Ora, ora que demora, já estava a desistir, mas treinando a paciencia, resolvi que ia esperar.

Afinal nesta terra bem treinei a paciência, mas não sei se consegui, me livrar da impaciência.

Bem dizia minha vó, apressado come cru, eu que não a escutei, muitos males arrumei.

Por isto passo adiante, o sufoco que passei, pois quando aqui cheguei, a hora não era não.

Tanta pressa eu tinha, voltar eu precisava, afinal o meu amor, aqui já me esperava.

Esqueci que um dia, prometi amparar, a mãezinha querida, de quem eu me afastara.

Prometi também, aproveitar oportunidades, que apareceriam, estendendo a missão.

Tivesse eu esperado, cinco anos talvez, seria o tempo certo, tudo então cumpriria.

A mãezinha viria primeiro, cercada pelo meu amor, nos finais derradeiros, nós nos encontraríamos.

Uma das meninas, comigo iria morar, melhor eu a entenderia, amparando-a na missão.

O caçula com certeza, eu melhor entenderia, abrindo-lhe os olhos, amadurecer eu o ajudaria.

Ampararia a mais velha, cuja mente transtornada, pela fé misturada, acabou se perdendo.

Ah aquela menina travessa, que parecia não saber, do coração o caminho, quem sabe eu a conduziria.

Sofreria a dor da perca, a Hilda eu perderia, a dor de minha mãe, então eu entenderia.

Só então eu deveria, fazer a minha passagem, mas adiantei o fato, pedindo ao Pai o desenlace.

ELE me atendeu, pois créditos dizem que eu tinha, mas quando tempo levei, para entender que errei.

Errei na minha escolha, a encarnação mais útil seria, se eu tivesse ficado, enfrentando a nova vida.

Por isso meus queridos, jamais peçam o fim, peçam sempre que se prolongue, para mais aprenderem.

Graças a Deus tudo passou, cada um segue seu rumo, ao caminho estão retornando, devagar vão se ajeitando.

Agora não tenho mais pressa, vou esperar cada um, cada um na hora certa, até todos estarmos juntos.

Então quem sabe o Pai, poderá permitir, que trabalhemos juntos, a caminho da evolução.

A roda está formada, pelos laços indestrutíveis, do amor purificado, que emana de Jesus.

Fiquem com Deus

Ditado por Odette Rosa
psicografado por Luconi
em 29-06-10

domingo, 18 de julho de 2010

TODOS FAZEM PARTE DE NOSSOS DESTINOS




Tenho tudo em minha cabeça como se fosse ontem, aportei nestas paragens completamente cego para os verdadeiros valores, não havia sido uma má pessoa, mas poderia ter ajudado muito nesta terra a tanta gente sem rumo por simplesmente não terem uma oportunidade.
Nunca recusei o pão a quem me pediu, era tão fácil, para mim um trocado para uma refeição nada era ordenar que a criada fizesse um prato de comida ou pegasse na dispensa alguns viveres para alguém que batia à porta era o mínimo do mínimo, tanto eu tinha.
Agora facilitar a vida deste ou daquele amigo em dificuldade, arranjar uma colocação para alguém conhecido, isto eu fazia, mas olhem o detalhe, amigo ou conhecido, pessoas que viviam dentro do meu pequeno mundo.
Procurava ser justo em minhas atitudes, justo sem olhar os dois lados da moeda, justo sem ir a fundo da questão, valia o que me era dito, valia aquele que eu conhecia, nem cogitava que o outro lado pudesse ter a sua razão.
Não fiz grandes dívidas, mas também não comecei a saldar nenhuma, o problema dos outros era dos outros, cada um eu pensava tinha seu destino, se todos fossem ricos, quem faria o serviço bruto, quem nos serviria, se eles existiam era porque assim deveria ser. Isto eu pensava, e ainda achava que amava ao próximo, quanta pobreza tão perto de mim, quantas crianças que andavam pelas ruas, com fome e frio. Ah mas não era problema meu, era dos seus pais, era das autoridades, meu não, eu já tinha minha cota de doações, de preferência um depósito bancário para algumas sociedades beneficentes famosas.
Eu por a mão na massa, ir levar uma palavra de carinho ao doente, visitar um hospital, tentar dar instrução para alguém, ou tentar arrumar colocação para um desses infelizes, não isto não, nem passava bela minha cabeça, cada um vem a esta terra com um destino.
O meu era ser um abastado fazendeiro de gado, muitas fazendas, herdadas de meu pai, depois dois frigoríficos, que abasteciam toda a região. Meus empregados eram remunerados como mandava a lei, eu a cumpria, fazia questão, não era meu destino tornar ainda mais infeliz a vida de quem lutava com tanta dificuldade, eu pagava, eles trabalhavam, era o único vínculo. A vida deles era deles, a minha era minha e não havia como transpor a barreira.
Muito poderia ter feito para melhorar a vida deles, muito mesmo, tinha dinheiro de sobra, educação e cuidados com a saúde seria o mínimo, eu tinha de sobra, para mim não me faria falta, mas qual o que, como eu dizia cada um tem o seu destino.
Desta forma um dia aportei nestas paragens, e durante anos fiquei estacionado, parado, vendo espíritos irem e virem, mas parece que não me viam, e dentro de mim uma voz na consciência começava a gritar cada um tem o seu destino, e eu não plantara nada para colher no mundo espiritual, se não fiz o mal também o bem não fiz.
Um dia já exasperado, me sentindo num vácuo, quase nos entremeios da loucura, lembrei de Jesus e do seu destino, clamei bem alto “ qual é o meu destino aqui Jesus, devo ter um, porque não o acho, será que é porque eu não tinha fé?
Neste instante uma luz surgiu, o caminho tão nublado e aquela luz como um facho vinha do alto até mim, um espírito vestindo uma roupa muito simples de aparência serena que eu reconheci ser o jovem mendigo que dormia debaixo da cobertura de um dos frigoríficos, me estendeu a mão e disse:
Meu irmão, você fez questão de na terra seguir a risca o destino que aparentemente a fartura terrena lhe dava, eu fui um dos muitos que foram colocados no seu destino para que você percebesse que toda a sua riqueza era empréstimo do Pai, para que você acudisse com ela os menos favorecidos. Este era o seu verdadeiro destino, através de sua riqueza gerar muitas oportunidades, evitando assim muitas lágrimas daqueles que você julgava não ter nada a ver com o seu destino. Daqueles que você deixava passar pela sua vida como se não os visse, como se não sentisse as suas dores.
Desabei a chorar como num filme vi toda a minha vida, vi não assisti, como se aquele que era eu fosse só um personagem, e que personagem frio, arrumei alguns empregos, colocações porque tinha interesse na questão, aquele mesmo espírito outrora mendigo, por ele passei muitas vezes, e não me dignava a olhar o seu rosto, sentia de certa forma asco pela sua aparência, não era piedade, mas asco algumas vezes lhe atirei algumas moedas para calar a consciência.
O irmão também chorava, eu lhe perguntei por que aquelas lágrimas, e ele me disse, me emociono quando alguém se encontra com a verdade, você num clarão vislumbrou o que lhe faltou em sua vida terrena.
Abraçou-me com carinho, o peito sentiu um calor antes nunca sentido, e eu entendi faltou-me AMAR no verdadeiro sentido da palavra, amar os meus era fácil, amar aqueles que tão distantes viviam de meu mundo, amar aqueles que tanto necessitavam, transformar este amor em pérolas para às suas vidas, este era o meu destino, e este eu digo a vocês é o destino de todos nesta terra.
Tanto o rico como o pobre pode cumprir este destino, pois um carinho, um sorriso, uma palavra, um pouquinho de seu tempo nada custa, e muito bem fazem aos corações sofredores, pobres ou ricos.
Esta foi a minha história que eu relatei, para que você que me lê, e acredite não é o acaso, possa abrir os seus olhos ainda enquanto estiveres na terra, e realmente cumprir seu verdadeiro destino.
Ditado por Joaquim Manoel
Psicografado por Luconi
17-07-2010