Houve
um tempo,
em
que fui lanceiro,
soldado
romano altivo,
aprendendo
a me dobrar,
apenas
para César.
Suas
ordens não discutia,
nem
sequer refletia,
se
César assim queria,
era
assim que seria,
eu
apenas obedecia.
Até em minha vida,
nos momentos
do lar,
como soldado
agia,
comandado
pela razão,
jamais
pelo coração.
Até
que um dia,
triste
quadro assistia,
no
Monte das Oliveiras,
um
inocente era sacrificado,
satisfação
do povo judaico.
O representante de César as mãos lavara,
ali
estar eu precisava,
aquilo
me sufocava,
queria
tudo acabar,
então
a lança lancei.
Queria
era terminar,
com
aquele sofrimento,
daquele
homem na cruz,
que
se chamava Jesus,
e
tanto me incomodava.
Então
o dia fez-se noite,
todos
se apavoraram,
saí
às pressas dali,
para
casa retornei,
sozinho
chorei.
Um
imprestável me tornei,
para
nada mais servia,
daquele
homem a imagem,
de
minha mente não saía,
do
exército me afastei.
Já
então desenganado,
um
cristão uma serva trouxe,
eu
disse : Matei o seu Cristo,
ele disse:
Não está morto irmão,
deixe-me
fazer oração.
Tornei-me
um cristão,
dentro
do coração,
isolei-me
da família,
para
o deserto parti,
aos
essênios me ajuntei.
Foi
nesta vida distante,
em
que fui abençoado,
que
comecei a caminhada,
rumo à
evolução,
entregando-me
de coração.
Muitas
vezes retornei,
para
meus débitos acertar,
dos
meus defeitos me livrar,
pedra
bruta que eu era,
precisava
lapidar.
Ainda
tenho algumas arestas,
que
eu preciso aparar,
uma
pontinha daquele orgulho,
ainda
está a me atrapalhar,
empatando-me
a subida.
Nosso
Mestre Jesus no momento do ato,
já
havia me perdoado,
mas
eu ainda muito choro,
quando
da cena me lembro,
com
minha lança transpassei,
o
corpo de um inocente,
este
inocente era: O Filho de Deus Enviado.
ditado
por Aspargos
psicografado
por Luconi
em
23-09-2011

