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terça-feira, 27 de setembro de 2011

CRISTO ME PERDOOU EU NÃO



Houve um tempo,
em que fui lanceiro,
soldado romano altivo,
aprendendo a me dobrar,
apenas para César.

Suas ordens não discutia,
nem sequer refletia,
se César assim queria,
era assim que seria,
eu apenas obedecia.

Até em minha vida,
nos momentos do lar,
como soldado agia,
comandado pela razão,
jamais pelo coração.

Até que um dia,
triste quadro assistia,
no Monte das Oliveiras,
um inocente era sacrificado,
satisfação do povo judaico.

O representante de César as mãos lavara,
ali estar eu precisava,
aquilo me sufocava,
queria tudo acabar,
então a lança lancei.

Queria era terminar,
com aquele sofrimento,
daquele homem na cruz,
que se chamava Jesus,
e tanto me incomodava.

Então o dia fez-se noite,
todos se apavoraram,
saí às pressas dali,
para casa retornei,
sozinho chorei.

Um imprestável me tornei,
para nada mais servia,
daquele homem a imagem,
de minha mente não saía,
do exército me afastei.

Já então desenganado,
um cristão uma serva trouxe,
eu disse : Matei o seu Cristo,
ele disse: Não está morto irmão,
deixe-me fazer oração.

Tornei-me um cristão,
dentro do coração,
isolei-me da família,
para o deserto parti,
aos essênios me ajuntei.

Foi nesta vida distante,
em que fui abençoado,
que comecei a caminhada,
rumo à evolução,
entregando-me de coração.

Muitas vezes retornei,
para meus débitos acertar,
dos meus defeitos me livrar,
pedra bruta que eu era,
precisava lapidar.

Ainda tenho algumas arestas,
que eu preciso aparar,
uma pontinha daquele orgulho,
ainda está a me atrapalhar,
empatando-me a subida.

Nosso Mestre Jesus no momento do ato,
já havia me perdoado,
mas eu ainda muito choro,
quando da cena me lembro,
com minha lança transpassei,
o corpo de um inocente,
este inocente era:  O Filho de Deus Enviado.

ditado por Aspargos
psicografado por Luconi
em 23-09-2011

domingo, 18 de setembro de 2011

FUI CEGO COM OLHOS PERFEITOS



Tendo dois olhos perfeitos,
tantas vezes nesta Terra,
fui cego.

Algumas vezes,
fui apenas meio cego,
mas uma vez ceguei-me por completo.

Foi a minha grande queda,
quando o poder e a cobiça,
cegaram-me por completo.

Demorei para enxergar,
só o sofrimento me fez ver,
o tamanho de minha cegueira.

Outras vezes fui meio cego,
boa índole, boa vontade,
mas só via meias verdades.

Vi um homem na cruz,
apiedei-me de sua dor,
inocente ele era eu sabia.

Mas não vi nele,
o SER CELESTIAL,
que também por mim se sacrificava.

Quantas vezes carreguei,
essa meia cegueira,
são tantas que já nem sei.

Mas aos poucos o véu se levantou,
e eu então achei,
que curado eu estava.

Voltei e outra vez,
meio cego me tornei,
porque radicalizei.

O aprendizado que deixei,
só os elitizados entendiam,
a maioria simplória não conseguiria.

Ainda regras criei,
pois só via um lado,
cego que fui o outro não via.

Os meus discípulos,
levaram ao pé da letra,
que eu era humano esqueceram-se.

Como completos deram o meu ensinamento,
eu esqueci de ensinar,
que nenhum conhecimento é completo.

Que ele só se completa,
com o passar das eras,
aos poucos com a evolução.

Então minha meia cegueira,
prendeu a humanidade a regras,
e a boa nova foi deturpada.

Novamente voltei,
para meu espírito se lembrar,
um dos meus olhos adoeceu.

Muito a pena valeu,
meu inconsciente lembrou,
desta vez não radicalizei.

Mesmo com a visão afetada,
nesta realmente eu enxergava,
as grandes verdades de meu Pai Amado.

Vejam só quanto sofrimento,
o chicote do remorso,
é o que mais dor nos causa.

Então parem e pensem,
para o novo não se fechem,
a radicalidade nos cega.

Você não é o único certo,
não é o único sábio,
cultura não dá sapiência.

Jogue fora a radicalidade,
que é filha do orgulho,
e também da vaidade.

Amanhã é novo dia,
o teu tempo urge,
tua mudança é emergente.

Com os meus erros aprenda,
não seja meio cego,
comece se enxergando.

Só assim conseguirá,
sair vitorioso,
de tua jornada terrena.

ditado pelo Irmão da Paz,
psicografado por Luconi
18-09-2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

TRABALHO DOS ANJOS




Nas paragens mais lindas,
onde a paz reina absoluta,
dos anjos é a morada,
de onde as energias mais puras,
ao planeta são enviadas.

Pobres mortais não imaginam,
os anjos o quanto trabalham,
para o equilíbrio do planeta,
filtrando as energias,
sem o que o caos seria.

Na visão dos mortais,
anjos suas harpas tocam,
com o paraíso se deliciando,
dos mortais se esquecendo,
fosse assim anjos não seriam.

O que eleva um espírito,
é o tanto de amor que carrega,
um amor tão desprendido,
que feliz não se sente,
vendo seus irmãos na ignorância.

Por isto dos anjos a morada,
resplandece de paz,
mas a felicidade é nublada,
pelos irmãos retardatários,
que se comprazem no sofrimento.

Aos anjos sejamos gratos,
auxiliando-os no trabalho,
o amor mentalizando,
para a humanidade o dirigindo,
grande bem estaremos fazendo.

Existem muitas formas,
da caridade praticar,
esta é uma delas,
de forma anônima e silenciosa,
muitos anônimos necessitados auxiliamos,
mas com certeza o maior beneficiado,
seremos nós mesmos.

ditado pelo Irmão da Paz
psicografado por Luconi
06-09-2011