No amanhã
depositamos todas nossas esperanças, esquecemos que o amanhã começa a nascer no
hoje, no momento que vivemos, no minuto que estamos, no instante que
respiramos.
Não importa o que
idealizamos para o amanhã, não importa nossos sonhos para o futuro, nada, nada
acontecerá se no instante que estamos não começarmos a semear este amanhã.
Então, de repente
nos pegamos tendo esperanças que no amanhã tudo será diferente, mas como poderá
ser diferente se no hoje nada fazemos de concreto para isto acontecer, apenas
desejamos e vamos tocando a nossa rotina como se só isto bastasse, esperando um
milagre dos céus.
Quando menos
esperamos o amanhã chega e se torna o hoje de sempre, tornamos a ter as mesmas
esperanças, até que num dia, num hoje comum caímos na realidade que muitos
amanhãs chegarão e nada, realmente nada se modificou.
O mais irônico é que
então simplesmente não nos culpamos, não, somos totalmente isentos de culpa, a
culpa não é nossa, mas sim de Deus, achamos que nossa fé está errada, agimos
tão certinho, mantivemos a rotina, esperamos tão conformados com a nossa
vidinha, então por que ELE não mudou a nossa vida e abriu uma porta para as
nossas expectativas acontecerem?
Dentro de nosso
pequeno entendimento, dentro de nossa absurda comodidade, dentro de nosso
orgulho, não percebemos que nenhuma floreira se enche de flores se alguém não
plantar as sementes, e mesmo plantando sementes as esquecemos lá, não aguamos,
não cuidamos de adubar a terra, e ainda queremos uma floreira repleta de lindas
flores.
Até onde vai o
comodismo do ser humano, que tudo almeja e nada faz para ter o que deseja, a esperança vem dos sonhos, sonhos que são
ideais, projetos de vida, mas só desejar de nada adianta.
Se não mudarmos a
nossa postura diante de nossos sonhos, de nossas esperanças, nunca as
realizaremos, simplesmente porque é necessário movimentar energias, não se
ganha um jogo sem movimentar as peças, mas não basta simplesmente movimentá-las
temos que fazê-lo com racionalidade, respeitando as regras do jogo e
principalmente aprendendo, em cada partida, que formos derrotados.
Em cada derrota devemos analisar onde foi o
erro em qual jogada atraímos para nós a derrota e então iniciar nova partida, procurando
não cair no mesmo erro.
O jogo da vida é
realizado através de muitas partidas, onde muitas derrotas sofremos, mas se
soubermos distinguir quais são os verdadeiros valores neste jogo, perceberemos
que muitos aparentemente vitoriosos são os reais perdedores do jogo.
São estes
jogadores que têm uma visão distorcida dos verdadeiros valores da vida,
julgam-se vitoriosos, mas em sua ignorância não percebem o porquê de apesar de
terem tudo que sempre quiseram não encontram a tão sonhada paz, colocando-se
então numa desenfreada partida para manterem-se ocupados a fim de não sentir o
vazio nem a falta de paz em seus interiores.
O mais interessante
neste jogo da vida, é que ele é feito com número indeterminado de partidas, ele
nunca termina, sempre o estamos jogando, mas se o fizermos dentro dos verdadeiros
valores e com muita humildade, certamente nossas derrotas serão vitórias de
aprendizado, pois sempre, não importando o resultado, estaremos com a nossa
consciência em paz.
Inicie o novo ano,
avaliando os seus valores, traçando metas, descruze os braços e jogue, que suas
principais armas de jogo seja a Fé e o Amor, trace as estratégias da partida
baseados nestas armas, não mude sua tática mesmo que encontre adversário que
tenha valores invertidos, esta é uma excelente oportunidade de mostrar a este adversário
como estas armas são valiosas, se possível transforme-o em seu parceiro, não
esqueça que no jogo da vida vence quem consegue jogá-lo com parceiros,
ensinando e aprendendo jogadas e a vitória só é valida realmente quando todos
os parceiros chegam juntos à vitória, sempre são muitos que sobem ao pódio, só
assim terá valido a apena.
Ditado pelo Irmão
da Paz
psicografado por
Luconi
31-12-2011