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domingo, 29 de julho de 2012

AMOR DOENTIO SOFRIMENTO CERTEIRO





Amar, amar, amar, quanto sofrimento existe nesta vida e na outra em nome de um sentimento tão nobre, que por si só deveria apenas gerar alegria.

Vejamos bem, do amor origina-se a bondade, a caridade, o perdão, a compreensão, a fraternidade e tantos outros sentimentos e atos que só originam a felicidade e a paz de espírito.

Então por que tantos e tantos espíritos encarnados e desencarnados fazem questão de atribuir os seus sofrimentos ao amor, será que estes realmente estão sabendo distinguir o sentimento que sentem?  Ou será que o egoísmo, o orgulho, a necessidade de poder, necessidade do controle de todos, deturparam este sentimento tão nobre, transformando-o, tornando-o doente?

Em nossas experiências com espíritos que sofrem e culpam o tal amor, percebemos que na verdade este tal amor foi sufocado por ervas daninhas originárias dos sentimentos mais baixos, nada nobres.
E isto acontece em qualquer tipo de amor, o fraterno, o filial, o maternal ou paternal e o amor entre um homem e uma mulher.

Vemos então não só o sofrimento daquele que ama de forma errada, como também o sofrimento daquele que recebe este amor doentio, este sem dúvida se torna vítima de algoz poderoso quando não consegue se libertar do domínio e viver a sua experiência carnal utilizando de seu livre-arbítrio.

No entanto, como nada é o acaso, se a vítima de hoje pode ter sido o algoz de ontem, e justamente o reencontro com esta pessoa que o ama de forma tão opressora, é para que ele possa reparar o erro do passado, não se entregando ao poder desta pessoa, mas sim com muita paciência e amor, não deixando de ser o que é, aos poucos fazê-la arrancar de dentro de si todo egoísmo e orgulho.

Assim sendo, filhos se tornam mestres dos pais, irmãos mestres de irmãos, marido mestre da esposa ou vice-versa, amigo mestre do amigo.

Caso você seja portador de um amor doentio, que tira o livre-arbítrio de quem é alvo desse amor, faça um exame em silêncio dentro de você mesmo e seja realmente honesto com você, procure as razões, arranque as ervas daninhas, pois quem ama quer antes de tudo a felicidade daqueles que é alvo de seu amor. E ninguém é feliz, sendo podado, não podendo escolher seu caminho, não podendo seguir seus ideais, não importa se irá bater a cabeça, o importante é que baterá pela sua própria escolha e aprenderá a lição.

Lembre-se ninguém é feliz sem ser o que realmente é, ninguém poderá usar como desculpa por não ter feito isso ou aquilo o amor doentio de alguém, mas este alguém com certeza responderá pelo atraso daquele que podou o caminho através de amor doentio.

Termino por pedir que vigiem os seus sentimentos, não permitam que ervas daninhas abafem os sentimentos positivos e jamais deixem de lutar ou fazer aquilo que o seu coração manda dentro das leis do amor que Nosso Senhor Jesus Cristo exemplificou.


Ditado pelo Irmão da Paz,
psicografado por Luconi
em 17-07-2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

SOLO ARENOSO ALICERCE FRÁGIL




Nada mais me inspira,
Os pontos de interrogação,
Em minha alma se aglomeram,
Trazendo incertezas ao meu coração.


Não tenho mais rumo,
Direita ou esquerda tanto faz,
Não tenho mais vontade,
Perdi minha paz.


Só tenho uma certeza,
Se minhas convicções foram destruídas,
Foi porque o meu alicerce era frágil,
Em solo arenoso construído.


Solo de minha alma,
Que não foi suficientemente adubado,
Com as sementes da fé,
Só da boca pra fora falada.


Necessário torna-se,
Para dentro de mim me voltar,
A mim mesmo reconhecer,
De meus erros me conscientizar.


Então, fundo respirar,
O mundo a minha volta reparar,
As novas decisões praticar,
Nova sementeira de amor reiniciar.


Sempre há uma porta aberta,
Para seguirmos em frente,
Sempre há uma mão estendida,
De nós precisando.


Não vou ficar mais me lamentando,
Ao invés disso vou útil me tornar,
Pois com certeza, sou eu que terei mais a ganhar,
Meu alicerce em terra fértil se erguerá.



Ditado por João de Albuquerque
Psicografado por Luconi
Em 16-07-2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

SUICÍDIO INCONSCIENTE CONSEQUÊNCIAS




Amanhecia os raios de sol já entravam pelas frestas da velha janela anunciando a chegada de um novo dia.
Mas para mim era tudo tão igual, não percebia as bênçãos que Deus derramava sobre todos através daqueles raios de sol, que traziam calor e esperança no coração de muitos.

Para mim o dia não era novo, tudo me parecia muito velho, antigo, sem nenhuma possibilidade de mudança. Os raios de sol ao invés de me animarem pelo contrário me irritavam, pois pareciam mais uma cobrança para que eu vivesse, saindo de dentro de mim mesmo e entregando-me a uma nova luta.

Eu me sentia nublado, simplesmente nublado, cinza, nem chuva tinha, pois a chuva caindo mansa traz afagos em nossa alma, aconchego. Eu não me permitia sentir afagos na alma, eu não, comprazia-me em tristes recordações, fazia questão de me amofinar em minhas lembranças.

Assim quando menos eu esperava fui visitado por cruel doença que em pouco tempo consumiu minhas forças.
Então tardiamente, olhei em volta de mim, reparei no mundo em que eu vivia, e percebi o quanto eu o amava.
Como era importante aquelas pessoas que de minha vida faziam parte, como era lindo o amanhecer com os raios de sol que me aqueciam e como era triste para mim  a noite, que representava o  fim de tudo, queria logo dormir para outro dia assistir amanhecer.

Então, enchi-me de esperança, haveria de recuperar a saúde, não me cansaria de acarinhar a mãezinha querida e de apoiar o pai autoritário, mas que muito me amava. Sairia a luta de meus antigos ideais e esperaria um novo amor, afinal havia jogado minha saúde fora por causa de uma desilusão.

No entanto, tarde demais, ouvi os sábios conselhos de meus pais, tarde demais dei valor à vida e cedo demais, bem antes do tempo que havia sido determinado na espiritualidade, desencarnei.

Era óbvio que fui um suicida, não como a maioria que num só ato tresloucado tira a própria vida, mas fui minando minha vida aos poucos, desejei a morte em meu inconsciente e egoisticamente achei que só eu sofria, que nada nem mais ninguém valia a pena e tarde demais senti amor pela vida.

Perambulei muito tempo pelo Umbral, carregado de remorso, não aceitando que Deus não tivesse me restituído a saúde, demorei em cair em mim, os meus pulmões estavam muito afetados,  não tinha como recuperá-los e que este fato só se devia a mim. Então, finalmente, caí de joelhos e com lágrimas que inundavam o meu rosto, implorei o perdão do Criador.

Algum tempo depois, quando de tanto chorar adormeci, recebi a visita de um amigo querido. Eu não sabia, mas era antigo conhecido de outras vidas, ele me acolheu em seus braços, num abraço que renovou minhas forças e me disse: “Finalmente meu irmão, você acordou, vamos temos um caminho mais ou menos longo até a sua total recuperação”.

Haviam se passado dez anos do dia do meu desencarne, dez anos eu demorei para cair em mim e perceber o quando eu havia sido egoísta.

Bem, isto faz muito tempo, desencarnei no ano de 1637, em 1647 iniciei meu retorno à evolução, trabalhei assim que me recuperei em vários setores, retornei à Terra em 1800 desencarnando com apenas vinte e cinco anos desta vez vítima da mesma doença da encarnação anterior, só que desta vez a peguei cuidando dos infortunados vítimas  da escravatura. Retornei em 1900 quando trabalhei pela democracia, sendo médico procurei levar conforto aos mais desfavorecidos da sorte, desta vez desencarnei aos sessenta anos, desde então, estou aqui tentando resgatar minhas dívidas para com a humanidade através dos trabalhos socorristas e há quarenta anos além de minhas obrigações corriqueiras quando sobra um tempinho passo algumas psicografias. No intuito de espalhar o amor de Cristo entre os encarnados e também lembrar que o AMOR sem orgulhos ou egoísmos é o único caminho para a evolução.

Escolhi continuar com o nome e aparência da encarnação que cometi o maior crime que se pode cometer o auto suicídio, para jamais me esquecer o quanto sou imperfeito.


Fiquem na paz do Senhor e espero que através de meu exemplo, vocês deem mais valor à vida e às bênçãos do Pai, que não chorem como eu a oportunidade perdida.


Ditado por João de Albuquerque
psicografado por Luconi
                  em 06-07-2012