O
orgulho de um povo, arraigado nas entranhas de sua alma, arrastando-o para o
inevitável, a derrocada nos abismos mais profundos, obrigando-o a rastejar no
lamaçal criado pela sua impiedade com os povos que subjugavam.
Considerando-se
superiores e inatingíveis, tamanho era o pedestal que o seu orgulho e vaidade o
colocava.
De
que adiantaram suas conquistas, seu poder, sua vaidade que julgava estarem
acima de qualquer povo e de qualquer lei?
Tudo
podiam, em suas mãos a vida de milhares. Até aqueles que eram romanos, mas que
não pertenciam a aristocracia, eram pisoteados pelas classes consideradas
poderosas, inclusive a dos militares, que em nome de César tudo podiam, tudo
faziam, pois a este César pouco importava o que acontecia ao povo, apenas
queria ter garantido para si as honras, o poder total, achando-se um verdadeiro
deus vivo.
Sofria
o povo romano de classe social baixa, mas mesmo assim traziam enraizados na
alma o orgulho romano, a certeza que mesmo não pertencendo a nobreza, eram
melhores e superiores a qualquer povo, eram romanos e isto bastava.
Ah!
Povo romano, quantos sofrimentos atraíram para si. Aos poucos, devagar,
lentamente, assistiu a queda do Império, a quebra da força. As colunas ruíram, as bases estremeceram e o
povo romano se debatia, agarrando-se à glória do passado, nem mais seus deuses
mantinham-se de pé e o povo continuava a se agarrar e muito demorou para que
finalmente toda uma civilização fosse tragada pelos tornados do tempo.
Pobres
romanos que demoravam para perceber que seu tesouro não passava de areia
movediça que os afundava na mais negra escuridão.
Pobres
romanos que tiveram que reavaliar-se, reestruturar-se e passarem pelo esmerilho
de muitas e muitas reencarnações de sofrimentos para conseguirem limpar suas
almas das areias movediças que nelas penetraram e marcaram.
Sacrifício,
dor, conscientização, para finalmente retornarem ao caminho da evolução.
Hoje
ainda existe pelo mundo afora muitos e muitos espíritos encarnados com a mesma
ilusão dos romanos, são vítimas da mesma doença que um dia me venceu e
derrotou, por eles eu oro, os amparo e luto, pobres irmãos cegos.
De
um espírito que um dia foi um romano e hoje é apenas um cidadão do mundo.
Ditado
por Áspargos
psicografado
por Luconi
em
21-12-2013


