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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

DA ILUSÃO À REALIDADE






Destarte passaram-se os anos, entre festas ilusórias e constante fuga da realidade. Desde que me dei por gente, vivi desta forma, forma cultivada desde a infância. Não fui má pessoa, sempre que me procuravam eu tentava auxiliar, fosse um amigo, parente, um empregado, qualquer um de minhas relações.

Mas era só, auxiliar era fácil, pois tinha fortuna, teria que jogar dinheiro fora para lapidá-la, mesmo assim seria difícil pois as fazendas de gado para corte e de produção de leite sempre produziam riquezas que eu acumulava. Aliás poderia ter feito muito por muitos, gente que não era de minhas relações, mas que estavam ali bem debaixo de meu nariz.

É por isso que falo que vivi uma fuga da realidade, pois se tentava ser justo, se tentava auxiliar como disse acima, também não olhava o mundo real, não tentava saber como viviam quem não era de meu nível, não tentava levar o progresso às cidades onde minhas fazendas se localizavam, assinava cheques, abria o cofre e dava dinheiro aos padres e passava por benfeitor. Agora benefício mesmo onde eu participasse diretamente não, mantinha-me distante do povo. Acreditava que havia uma linha invisível divisória entre o povo e eu.     

Uma vida voltada para futilidades, arrastei comigo, como meus pais comigo fizeram, minha esposa tornando-a frívola, pois eu incentivava e participava de seus caprichos, também arrastei meus dois filhos, um rapaz e uma moça fazendo-os pensar que éramos privilegiados, pertencíamos a nata da sociedade e a nata não se mistura.

Assim apesar dos chamados da vida, que eu não reconhecia como chamados, entrei na velhice precoce devido a tantos desmandos em festas, noitadas. Aos cinquenta e cinco anos, já estava preso ao leito e minha esposa enfadada por ter que se prender ao meu leito, logo cansou-se e contratou uma enfermeira. Os filhos, que moravam em nossa casa, mais do que depressa ao verem que o derrame me impossibilitaria de me levantar um dia, com pretextos viajavam muito para a Europa, permanecendo meses a fio longe, quando voltavam o máximo era entrarem em meus aposentos e me beijarem a testa, a esposa mudou-se para um dos quartos de hóspedes com a desculpa que assim a enfermeira me cuidaria mais a vontade e desta forma vinha pela manhã por poucos minutos e a tardinha antes de se arrumar para suas festas.

Eu ali, por três anos, aguardando a morte que não chegava, pensava em meus pais que na doença se recolheram a uma das fazendas, mas eu pelo menos passava um mês todo com eles e o outro vinha pra Capital, amava muito meus pais e apesar de minha frivolidade o amor por eles falou mais alto sempre.

Tive tempo para me analisar, primeiro me revoltei, mas durou uns dois meses, depois me acalmei e comecei a me analisar bem devagar, ligava cada ato de desamor dos meninos e da esposa a forma que eu os ensinei a viver, fugindo da realidade do mundo, então eu não podia reclamar, eles não tinham aberto as portas da alma para acolher o sofrimento humano.

A boa enfermeira começou a ler para mim, livros de amor, história de altruísmo e um dia me apareceu com um livro psicografado, eu pouco falava, mas entendia tudo, não andava devido a paralisia da cintura para baixo, era da cama para cadeira de rodas de onde me transferiam para uma poltrona próxima a janela.

Bem o tal livro era do querido Chico Xavier que eu nunca tinha ouvido falar, mas amei a história, era Paulo e Estevão, em seguida me trouxe há Dois mil anos e logo Nosso lar, Cinquenta anos Depois, Renuncia e Ave Cristo, estávamos ainda lendo quando desencarnei. E no meio disso tudo, todo dia antes de dormir um pouquinho de leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo. Minha esposa achava tudo um conto de ilusões, mas percebeu que eu gostava, que estava mais calmo e até tirava o livro da mão da enfermeira e lia sozinho, enquanto ela lia outro, pena que por não falar e conseguir escrever pouco não conseguiamos trocar muitas impressões, então a enfermeira me falava a sua opinião e era maravilhoso.

De início de 1950 a final de 1953 ela promoveu minha evangelização e reforma íntima, mas também nasceu o sentimento de remorso e eu escrevia para ela : Culpa, culpa, fui omisso, sou culpado. Isso durou um bom tempo, de vez enquanto chorava e ela orava. Por fim, com algum sacrifício escrevi uma carta aos filhos e esposa dizendo tudo que sentia a respeito de minha frívola vida e de como Cristo esperava que eu fizesse e não fiz.  

Desencarnei, fui recebido, devido à Misericórdia Divina, pelos irmãos socorristas, pois se não tinha créditos também não fizera grandes débitos e meu arrependimento sincero foi levado em consideração. Pelos familiares fui dado como fora de minhas faculdades mentais depois de lerem a minha carta.

Sempre soube que se eu pude obter qualquer transformação foi graças à enfermeira, pela qual eu sentia um imenso amor e sinto até hoje, descobri com o tempo que há muitos séculos andamos nos encontrando, como mãe e filho, como irmãos e até como esposa, porque nada é acaso nem aqui nem aí na Terra. Ainda tento alcançar a esfera a qual ela pertence,  sempre está um passo a minha frente, mas mesmo assim trabalhamos juntos, são trabalhos interligados de auxílio e evangelização de desencarnados e encarnados.


Em breve voltarei a Terra, serei pai de meus filhos e esposa, a bondosa enfermeira será minha esposa e meus pais serão os mesmos, mas hoje na Terra são devotados soldados de Cristo, vivendo hoje na terra com alguma dificuldade financeira.


Bem, hoje eu vim aqui trazer meu relato, como em 1953 deixei aos meus que me julgaram louco,  deixo este a todo irmão que aqui vier, com o único intuito de lhes falar: não sejam o que fui, sejam para os outros o que a boa enfermeira foi para mim e para tantos que passaram por ela naquela vida.


Não deixo meu nome, porque muito conhecido fui, meus filhos já estão aqui há algum tempo, mas meus netos na Terra ainda estão e não quero causar-lhes nenhum embaraço.


Não direi até breve, por que em breve na Terra estarei, direi apenas Que Cristo esteja com todos e todos saibam disso.




ditado por um aprendiz
psicografado por Luconi
em 04-01-2018

sábado, 30 de dezembro de 2017

O VELHO ANO E AS SACOLAS PARA O TEMPO





Já está quase na reta final, sabia que mais de um ano de vida terrena não teria, um ano que valeria por muitas vidas, pois vivenciado foi por todos seres viventes. Chega dez minutos antes, ao longe vê o jovem ano chegando, é cumprimentado com reverência, afinal o jovem de um ano atrás é o ancião de hoje e cumpriu sua trajetória.

Abraçam-se, as lágrimas dos dois se misturam, o ancião sabe o que espera o jovem, o jovem emociona-se pela vitória do ancião.

Ambos em frente da fonte da vida, o sagrado Oceano, ergue suas mãos em direção ao infinito e faz sua prece. Então do fundo de seu eu, três sacolas surgem e o jovem ano indaga: _ O que são as sacolas?
_ Ah! Você também as tem, só que as suas estão vazias. Explico:
A primeira é a que guarda as boas ações de cada ser humano, está lotada, mas é leve.
A segunda, já pesada, guarda as más ações cometidas pelos seres humanos de forma inconsciente, pois eles não sabiam o mal que faziam, as mágoas que geraram, as evoluções que paralisaram.
A terceira bem mais pesada é as ações originárias da maldade humana, daqueles que desejaram realmente o mal de seu próximo conscientes do mal que faziam, praticaram-no apenas por vingança, por inveja, por egoísmo, ou pensando em si mesmo, no poder que iriam ganhar, no seu  enriquecimento pessoal. - Ele respira fundo e continua:
- Agora meu filho, como sabe nós viemos do Tempo, através de mim, graças a Mãe da Vida, gerou-se um novo ciclo. Portanto, eu envio ao Tempo Divino as três sacolas. A primeira será recebida e os créditos de cada boa ação contabilizada para quem a praticou. A segunda, O Tempo, dentro da Misericórdia Divina, irá proporcionar ações para que o ser humano inconsciente do mal que fez, tenha sua consciência despertada e assim alcance o arrependimento, tendo chances de evolução mais rapidamente. Agora a terceira sacola, o Tempo dentro das Leis Divinas, irá no tempo certo proporcionar a estes seres a paralisação para que decantem sua negatividade, podendo ou não neste processo se arrependerem e se voltarem para a Luz, mas este é um processo demorado e dolorido, às vezes passa séculos ou milênio, tudo depende de cada um.- Finaliza o ancião.
_ Sim, concordo, estes últimos serão julgados imediatamente, pois são arraigados ao mal. Os segundos terão novas oportunidades antes do julgamento, porque carregam já o Amor dentro de si mesmos, ganhando consciência através de atos de amor, poderão acertar seus débitos. Mas e os primeiros? - Conclui e indaga o jovem.
_ Ora meu jovem, os primeiros com certeza eram os segundos em vidas anteriores e nesta já conscientes acertam seus débitos e o Tempo levará a sacola deles a Lei Divina que a levará a Justiça Divina para que suas penas sejam quitadas.
_ Como Deus é sábio!
_ Sim, Ele ama incondicionalmente a todos. Agora estou cansado. - Dizendo isso o velho ano espalmou a mão para o infinito e uma espiral apareceu e ele colocou ali cada sacola que foi desaparecendo. Em seguida, espalmou a mão para o mar e uma luz intensa o envolveu, gerando-lhe nova vida. Ao término sua aparência era bela, um ancião que transmitia a fé, o amor a paz.
Então abraçou o jovem ano e a espiral apareceu e ele através dela ascendeu.
O jovem ano o olhava extasiado, mas logo uma voz que vinha do mar, disse-lhe:
_ Vá filho do tempo, estou gerando nova vida a todos seres viventes, a todo planeta. Você vai, leva a bagagem que o Tempo Divino te deu para cada ser e a espalhe como uma espiral girando, depois siga cumprindo sua trajetória.
A voz se calou e ele girando muito rapidamente no sentido do relógio, espalhava aquele pó prateado invisível aos olhos humanos. Quando terminou o relógio do tempo, marcava 00:01 , o novo ano iniciará.

Luconi
30-12-2017


Feliz entrada de ano, que as bençãos do Senhor estejam presentes em todo momento de nossas vidas e que nós saibamos reconhecer.

Feliz 2018

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

QUEM EU SOU?


 




Fui rainha dos sete mares.

Fui senhora em treze castelos.

Aos meus pés muitos se curvaram.

Uns para bajular-me, e em suas cabeças minha mão eu passava.

Outros para implorar-me perdão, mas eu era implacável e ali mesmo suas cabeças rolaram.

Jamais voltei atrás.

Jamais me curvei à vontade de alguém.

Jamais permiti que em meu mundo entrassem.

Eu era a senhora,a poderosa, mandei, reinei e jamais olhei para trás.

Agia não com o coração, mas com a cabeça.

Não, eu não era injusta não, só que pau tinha que ser pau e pedra, pedra.

A lei tinha que ser cumprida e eu assim fazia.

Jamais aceitei desculpas pela falta de seu cumprimento, eu era forte, portanto não admitia as fraquezas alheias, não entendia que ser humano falhasse, tivesse direito a uma segunda chance, não isso eu não entendia.

Meus ancestrais assim me ensinaram e rigidamente fui educada, o filho varão não veio, portanto eu subi ao trono e como mulher, não podia demonstrar fraquezas.

Eu venceria, eu faria a vontade de meus pais, eu não permitiria jamais que me fizessem de tola.

Uns me achavam justa, outros me temiam, amada nunca fui, amei sim amei, mas nunca pude viver esse amor,
sofri, mas para eu sofrer era uma fraqueza, esqueci-me que eu era uma mulher, fui apenas a Rainha, ninguém jamais soube que eu precisava de um ombro para apoiar-me.

Sim fui rainha, reinei, acertei em alguma coisa e errei em muitas outras, coloquei em prática o que me ensinaram, mas não aprendi a demonstrar amor em meu atos, teria a desculpa em que tudo era difícil, a ferro e a fogo, mas eu era inteligente e poderia usar essa inteligência para impor as leis com amor e fraternidade.

Pátria amada e querida podia tê-la feito melhor, em minhas mãos estava o teu adiantamento e eu retardei, com certeza, tua evolução.

Solo amado que adiantou a ti meu reinado?

Choro-te e ainda hoje assisto as consequências da minha inflexibilidade.

Um dia a ti voltarei e poderei reparar um pouco do mal que te fiz.

Por enquanto trabalho na linha de divisa terrestre, aonde aprendi a amar, perdoar e entender as fraquezas humanas e principalmente as minhas.

Quem eu sou?

Ditado por um espírito amigo
Usa o pseudônimo de Zimbá

psicografado por Luconi
Em 17-02-1985

sexta-feira, 20 de junho de 2014

SERMÃO DA MONTANHA EM CORDEL



Caros amigos e amigas, hoje, feriado que lembra o 'corpo de um Jesus morto', eu proponho meditarmos sobre o Jesus vivo por meio dos seus ensinamentos, entre eles aqueles mencionados no Sermão da Montanha que nos foi enviado sob a forma de cordel por uma amigo espiritual como a dizer: Jesus está vivo.



Jesus Cristo, na montanha,

Disse a todos que daria

A outra face que apanha

E jamais se vingaria

Que o humilde, sem barganha,

Reino do céu herdaria.



Bendito seja quem chora

Porque será consolado

Do manso chegou a hora

De a terra ter herdado

Se a justiça falha agora

Pelo Pai é perdoado.



Se der a misericórdia

Para si sempre a terás

Se limpa tem a memória

Ver a Deus tu poderás

Se a paz é a sua história

Filho de Deus tu serás.



Se alguém é perseguido

Por causa da sã justiça

Se por Deus tem combatido

Combatendo a injustiça

Não será desconhecido

Não terá roupa postiça.



Vos sereis a luz do mundo

Levarão luz para todos

Farão limpo todo imundo

Se lutares com denodo

São vocês o sal do mundo

Também purificam o lodo.



Eu vim pra cumprir a lei

E jamais pra destruir

A vontade eu cumprirei

Do Pai que está a ouvir

No céu o menor serei

Quando tudo se cumprir.



Ninguém poderá matar

E não pode adulterar

Tampouco pode furtar

Muito menos odiar

Não deverá acusar

Nenhuma pedra atirar.



Pelo céu não jurará

Pela terra também não

A palavra valerá

Em qualquer ocasião

Sua capa entregará

Junto à túnica ao ladrão.



Se alguém lhe obrigar

A seguir junto com ele

Siga o seu caminhar

Ande sempre perto dele

Se acaso ele cansar

Dê a sua mão a ele.



Dê um pouco a quem pedir

E não olhe para trás

Auxilie a quem cair

Sem pensar se lucrarás

Sempre pense em repartir

Assim muito tu terás.



Quando orar fique em silêncio

Ore sempre no seu lar

Sempre ore com bom senso

Para não desesperar

Para ser de Deus eu penso

Que não pode envergonhar.



Não ajuntareis tesouro

Para não serdes roubados

Não deves juntar seu ouro

Para não ser assaltado

A fortuna é mau agouro

Leva o homem ao pecado.



Ninguém poderá servir

Igualmente a dois senhores

Se a um deles ouvir

Ao outro nega louvores

Se por um vai competir

Ao outro levará dores.



O Pai dá o que comer,

De beber e pra vestir

Sempre dá o que fazer

Para quem Ele seguir

Saiba a Deus agradecer

Ele também tem sentir.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

FÉ MINHA FORÇA





Sinto-te a todo  momento,
onde quer que eu esteja,
seja noite,
seja dia,
tua presença é constante.


Mesmo quando o dia se fez noite,
e quando a noite se fez dia,
a tua presença eu sentia,
dando-me a confiança,
que tudo ao seu lugar retornaria.


Mostrou-me que nada é para sempre, 
que a dor é passageira,
a reflexão me levando,
a me conhecer aprendendo,
os olhos vou abrindo.


Ensinou-me que o mundo que vivo,
só de mim depende,
ser pura solidão,
ou transformá-lo em aconchego,
povoando-o com amor no coração.


Muitas e muitas coisas você me trouxe,
força, garra, coragem,
por toda a parte ver o bem,
você em minha alma enraizada,
é árvore frondosa sempre viva.


Que dá flores e frutos,
por que não és radical,
por que vens do mais puro amor,
do amor que tenho por Jesus,
que me preenche de ti,
que és denominada de FÉ.


09-04-2012
Luconi

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CANÇÃO PARA JESUS





Desejava, Jesus,
ter um grande armazém
de bondade constante
maior do que os maiores que conheço
para entregar sem preço
às criaturas de qualquer idade
as encomendas de felicidade
sem perguntar a quem.

Eu desejava ter um braço mágico
que afagasse os doentes
sem qualquer distinção
e um lar onde coubesse
todas as criancinhas
para que não sentissem solidão.

Desejava, Senhor,
todo um parque de amor
com flores que cantassem,
embalando os pequeninos
que se encontram no leito
sem poderem sair,
e uma loja de esperança
para todas as mães.

Eu queria ter comigo
uma estrela em cuja luz
nunca pudesse ver
os defeitos do próximo
e dispor de uma fonte cristalina
de água suave e doce
que pudesse apagar
toda palavra que não fosse
vida e felicidade.

Eu queria plantar
um jardim de união
junto de cada moradia
para que as criaturas se inspirassem
no perfume da paz e da alegria.

Eu queria, Jesus,
ter os teus olhos
retratados nos meus
a fim de achar nos outros,
nos outros que me cercam,
filhos de Deus e meus irmãos 
que devo compreender e respeitar.

Desejava, Senhor, que a benção do Natal
estivesse entre nós, dia por dia,
e queria ter sido
uma gota de orvalho
na noite em que nasceste
a refletir,
na pequenez de minha condição,
a luz que vinha da canção
entoada nos Céus:

-"Glória a Deus nas Alturas,
Paz na Terra,
Boa Vontade em tudo, Agora e para sempre!..."

MEIMEI

(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública da Comunhão Espirita Cristã, , em Uberaba, Minas).

terça-feira, 26 de junho de 2012

MENSAGEM DO CORAÇÃO




Seus olhos novamente cerraram
E meu coração entristeceu-se.
Sei que não mais os abrirá,
Sei que não mais me verás.

Não mais o verei entrando pela porta
com seu sorriso largo,
Não mais terei seu abraço terno,
Nem seus beijos apaixonados.

Como entrou em minha vida,
Dela agora sai.
De minha vida foi levado,
Pela espada,
Pela doença,
Por outro coração,
Não importa.

E novamente fico em lágrimas pela nossa separação.
Mas depois de tantos encontros e despedidas
Agora sei que é apenas
Mais um longo tempo de espera
Por ver a porta reaberta
Trazendo-o de volta
Aos meus braços
Solitários de sua presença.


poema de uma amiga espiritual
psicografado por uma amiga do coração.
13/06/12


A dor da separação apenas quem realmente ama conhece. Apenas quem já a experimentou sabe o que sente e como sente. Márcia, posso não ter passado, nesta vida, pelo o que você está passando, mas trago em meu coração a lembrança de ver partir quem amava, de ser levado de minha vida. Como disse nossa amiga acima. Tenho o sentimento de saber que um dia nos encontraremos, de  que tê-lo por perto, mesmo sem vê-lo.
Estou lhe escrevendo, pois não poderíamos, eu e nossos amigos, deixar de compartilhar esse sentimento com você, uma amiga e companheira antiga e tão querida. Eu não sei o que lhe dizer por palavras (estou emocionada ao escrever), mas pedem-me para lhe dizer para não se deixar abater, para buscar a força que tem em seu coração e continuar sua jornada. Está sendo amparada por todos seus amigos espirituais. Sabe disso, sente isso. Você tem um trabalho tão bonito e importante a continuar e não pode desistir dele.
Tantas vezes nos encontramos e nos despedimos de nossos amores e sempre parece que é a primeira vez, não é assim? Não aprendemos que estas despedidas são passageiras, que teremos outros encontros novamente. Não queremos que eles partam, deixando que eles continuem a jornada deles e nós, sigamos a nossa; queremos, egoístas que somos, tê-los conosco, SEMPRE!
Sabe, Márcia, acho que a gente se esquece de que nossos amados não partem por que querem. Muitas vezes partem por que é preciso. São levados, como foram trazidos. Foram trazidos para nos fazer felizes, para nos ensinar, para que nós os amemos e os ensinemos, também. Para matarmos a saudade de outros tempos. Às vezes para nos fazer sofrer, crescer, amadurecer. Para protegê-los quando estão perdidos dentro da fortaleza que nem sempre se faz presente neles. Simplesmente são trazidos para amarmos e sermos amadas.
Gostaria de poder ver e ler seus textos e poesias novamente em suas páginas e blogs. Sei que voltará a fazê-los. Está em você escrever, e destas coisas não podemos fugir. Seus companheiros irão aguardar o seu momento de retomar o trabalho que têm juntos. Eles te amparam e velam por você. Ainda iremos trabalhar juntas novamente, temos muita coisa a fazer pelas pessoas, e por nós. Afinal estamos aqui, na Terra, para aprender e ensinar uns com os outros.
Que Jesus continue amparando-a e abençoando seus dias, fortalecendo sua fé e dando-lhe força para que prossiga em sua caminhada.
Um grande beijo de sua amiga do coração


SP 23/06/12


Amigos recebi este mimo de amigos espirituais através de uma médium que é minha amiga do coração, ela não tem permissão ainda para dar seu nome nem o de seus mentores.

OBRIGADA AO PAI QUE SEMPRE COLOCA IRMÃOS ENCARNADOS E DESENCARNADOS EM MEU CAMINHO PARA ME FORTALECER. 
LUCONI