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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ALMA GÊMEA




Vem de longe este amor, vem de terras longínquas, vem de épocas remotas. Tempo que já não nos pertence, pois por ele já passamos, deixando a nossa marca.

 Quantas e quantas vezes, já não nos encontramos, cada vez em um papel. Nem sempre éramos amantes, nem sempre vivenciamos este amor infinito. Muitas vezes nos perdemos, não merecíamos estar juntos, individualmente precisávamos crescer.


 Com o tempo ganhando merecimento, não nos encontrávamos na Terra, mas no infinito. Quando um retornava, o outro procurava, mesmo sem se lembrar. Era um vazio na alma, uma falta inexplicável, de alguém muito amado. Este sentimento, sempre nos unia, éramos como imãs. 


Hoje te sei encarnada, na labuta da vida, tentando evoluir. Sei que te sentes só, que a alma às vezes explode, e o corpo parece pequeno. Mas fizemos um trato, um pequeno sacrifício, para que juntos alcançássemos, o mesmo degrau na evolução. 


Você queria resgatar, acertar velhos débitos, o amor semear. Eu teria que me conter, pois meu resgate seria aqui, sem me intrometer amparando-a. Entender que o amor universal, é maior que qualquer um, e em prol dele, abrir mão de você. 


Mas sossegue o coração, tua alma é irmã da minha, lutamos pelos mesmos ideais, o amor entre nós é especial, mas sem prevalecer o amor universal, nosso amor não existiria.




Vem de épocas remotas, demoramos a entender, amor paixão é egoísmo, que o amor só vale se for para ser distribuído, que o corpo nada vale, nem o desejo da carne, que este se manifesta, por necessidade do corpo, mas que não é sinal de amor, apenas de atração. 

Para ser amor tem que ser fundamentado, tem que vir antes do desejo, geralmente começa por uma simpatia, depois um inexplicável sentimento de bem estar que aos poucos vai crescendo, mas jamais sufoca, pelo contrário, abre caminhos dá espaços, se é feliz ao ver o amado feliz, mesmo que este jamais possa nesta vida estar realmente ao nosso lado, o que muito acontece pois afinal na maioria das vezes cada um está numa escala de evolução, e às vezes só um reconhece o amor verdadeiro, o outro é levado por paixões ou sentimentos mais pequenos.

Sim é difícil nesta terra almas gêmeas se encontrarem e unirem-se, normalmente as almas gêmeas muitas vezes se amparam nas encarnações por laços de amizade ou mais comumente de parentesco próximo, ou então como nós agora, um vai a Terra e o outro fica para amparar, e tu me perguntas, por que isto?


Eu te digo irmã minha por que esta Terra é escola, é aprendizado, e muitas vezes uma alma até alcançar o entendimento acaba fazendo por seu livre arbítrio opções erradas e cometendo sérios delitos, contraindo dívidas para com a humanidade, que devem ser resgatadas, e para isto na maioria das vezes torna-se necessário viver entre estes irmãos, para ajudá-los, para ser ajudada por eles, para criar-se um rol de convívio para o encarnado onde ele possa resgatar suas dívidas para com a humanidade, e muitos resgates e missões compete só a um deles e não ao outro.

 Afinal almas gêmeas ou não, cada espírito é um individuo único, capaz de interagir com seu livre arbítrio, com um programa próprio evolutivo a seguir, determinado pelo uso que fez deste mesmo livre arbítrio quando encarnado.

Nosso Mestre disse que a felicidade não pertence a este mundo, e é sem dúvida uma dentre todas as Grandes Verdades que Ele ensinou.

Contudo Ele sempre nos ampara, e sempre nos dá alívio e bênçãos para que possamos ter forças de completar a nossa tarefa terrena. 

Com certeza o plantio que fazemos na Terra, será nossa colheita no mundo espiritual, e como o espírito é eterno, vale realmente a pena estes poucos anos que passamos na escola terrena.

Estou de teu lado, estarei sempre, quando não em presença, estarei em pensamento, como você sempre o está comigo, mesmo que inconscientemente, siga o caminho, não desanime e lembre-se o que realmente importa é o AMOR UNIVERSAL.

Na paz do Senhor Jesus eu me despeço,


Ditado por Alma Gêmea
Psicografado por Luconi 
em 04-11-2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

POBRES HOMENS INCAUTOS





Pobres homens incautos,
Qual criança são,
Que por mera paixão,
Perdem sua evolução.

Pobres homens imaturos,
Que como crianças se iludem,
Bolhas de sabão perseguem,
Atrasando-se no caminho.

Pobres homens inconseqüentes,
Que são como adolescentes, 
Que acham que sempre dará tempo, 
Esperando que o tempo pare.

Pobres homens incrédulos, 
Que se julgam poderosos, 
No final de sua jornada, 
O poder das mãos lhe escapa.


Pobres são estas almas,
No retorno da viagem,
O remorso é o chicote,
Que em suas consciências encontram.

Pobres almas endividadas,
Abraçadas por Jesus, 
Que ao ver seus sofrimentos,
As cura com doces palavras. 

São agora felizes almas, 
Com a consciência desperta, 
ELE lhes dá nova chance, 
Refazer o caminho, retornando para a Terra.

Ditado por Didi
Psicografado por Luconi
Em 13-10-2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

SÓ QUERIA CRESCER RÁPIDO





Sou uma criança,
Sim eu sei disto,
Mas os outros não.

Eles se esquecem,
Que sou criança.
A toda hora.

Logo cedo começa,
É uma briga danada,
Papai e mamãe se xingam.

Pensam que sou surdo,
Falam que se não fosse por mim,
Há muito estariam livres.

Não sei se é verdade,
Eu acredito,
Mas eles não cuidam de mim.

Esqueci de dizer,
Somos ricos,
Temos empregados.

Antes eu tinha babá,
Agora a governanta,
Toma conta de mim.

Ela sempre diz,
Que isto não era combinado,
Quer a babá de volta.

Mamãe diz que já sou grande,
Tenho oito anos,
Não preciso de babá.

Então estou sempre sozinho,
Exceto quando vou à escola,
Mas lá fico sem assunto.

A maioria tem irmãos,
Os pais levam passear,
e a noite sempre estão juntos.

Eu não, sempre sozinho,
Nem na hora de dormir,
Eles estão lá.

A governanta me põe na cama,
Vê se dorme menino,
Estou cansada.

Tenho pouco sono,
Queria dormir muito,
Assim ficava logo grande.

Ah já sei,
Outro dia vi mamãe,
Tomar umas bolinhas.

Ela disse,
que queria dormir para esquecer,
a chatice de sua vida.

Eu quero dormir mais tempo,
Até ficar grande,
Vou pegar as bolinhas.

Pronto enchi a mão,
Tomei de uma vez,
Dormi.

Acordei em uma caminha branca,
Com vovó do meu lado,
Ela sorria e dizia eu te amo.

Quantas crianças eu via,
Sempre brincava no jardim,
Vovó sempre estava lá.

Demorei a entender,
Eu já não estava na Terra,
Sem querer eu me matara.

Fui visitar a mamãe e papai,
Vovó foi junto,
Me espantei.

Mamãe e papai juntos,
Abraçados chorando,
Seis meses da minha partida.

Iam se separar,
Não podiam se perdoar,
Ambos se culpavam pela minha morte.

Tarde demais descobriram que me amavam,
Eu sempre soube que os amava,
Então fiz uma prece.

Menino Jesus,
Dê-lhes outra chance,
Para aprenderem a amar.

Sempre que me permitir,
Virei visitá-los,
O meu amor os unirá.

Vovó então me disse,
Não importa onde esteja,
Se aqui ou em nosso mundo.

Seu amor eles sentirão,
E eu sei se unirão,
Pois é um inocente que ao Pai pede.


ESTOU DESENCARNADO HÁ QUASE TRINTA ANOS, MEUS PAIS SE UNIRAM E TIVERAM TRES FILHOS QUE MUITO AMAM, JAMAIS ME ESQUECERAM, AGORA JÁ PREPARO A VINDA DE MAMÃE E EM BREVE PAPAI VIRÁ TAMBÉM, ELES CONSEGUIRAM VENCER O DESAMOR.


Ditado por LUIZ GUSTAVO
Psicografado por Luconi
em 13-10-2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

UM CARINHO DE UM AMIGO



Formei-me padre bem cedo, desde menino mostrava vocação para o ministério de Deus. Éramos imigrantes alemães, ainda menino vim para cá, logo que Hitler começou a comandar a Alemanha, graças a Deus meus pais logo identificaram o déspota no poder, e no primeiro ano quando as coisas ainda eram mais fáceis, conseguimos vir. Meus pais na incerteza da nova terra, trabalhando como colonos, com uma prole de quatro filhos, ao perceberem o meu encantamento pela capela existente na fazenda, e o esforço que eu fazia para tentar estar sempre na cidade a fim de conversar com padre Mario, após acerto com o mesmo, me entregaram a ele, para que eu pudesse estudar e seguir minha vocação.
A guerra provocada por Hitler já havia tomado vulto, estava eu já com doze anos, e desta forma meus pais se sentiam mais tranqüilos em relação ao fato de serem alemães, povo que era odiado por mais da metade do mundo, inclusive o Brasil, ter um filho entregue a igreja, deixava claro a posição deles e de certa forma os protegia.
Formei-me, e apesar de visitar meus pais muitas vezes, não exerci o magistério na cidade de Santa Catarina que eles se fixaram, após trabalharem muitos anos como colonos, conseguiram seu próprio sítio, e com simplicidade continuaram a levar suas vidas.
Fui enviado a algumas igrejas, pelo interior de São Paulo, para ajuda dos párocos locais, depois fui enviado para o interior de Rio Grande do Sul, aonde permaneci uns dez anos, esperando que me dessem finalmente a minha paróquia. Já com quarenta e dois anos finalmente fui mandado para a paróquia de Nossa Senhora Aparecida em Cascavel – Pr, como pároco responsável, mas eu sentia que ali não seria a última igreja, entendi que seria um experimento, alguns anos talvez, no entanto ali permaneci muito tempo.
Foi ali, que um dia fui procurado por uma senhora que dizia que a nora, casada há pouco tempo com seu filho, era perseguida segundo ela por almas, que faziam que os seus filhos brigassem entre si, e que ela mesma a nora, com suas idéias espíritas, é que dava oportunidade para os maus espíritos infernizarem a vida da família.
Não costumava julgar, não costumava atirar pedras, mandei que me trouxesse a moça, logo após as treze horas, que eu conversaria com ela, e veria qual era o caso.
Próximos da hora marcada vieram, notei que a nora era jovem, e havia vindo de coração aberto, a acompanhavam o marido e a sogra, que imediatamente quando chamei a moça para o meu gabinete, tentou segui-la, eu a parei, disse-lhe que esperasse do lado de fora, que a conversa era entre eu e a jovem.
Meu Deus, que surpresa me aguardava, a menina que parecia tão quieta, quando iniciei o assunto, tornou-se outra, ela não falava coisas em vão, não ela sabia exatamente o que falava, demonstrava uma fé enorme, uma segurança que nunca tinha visto em alguém que defendia outra doutrina que não a católica, aliás entre os católicos, pelo menos entre os fiéis da igreja, eu não tinha encontrado fé igual.
Ela não havia estudado os livros sagrados que eu tinha, ela não tinha feito teologia, ela apenas tinha estudado a sua doutrina, ela me explicava tudo com uma lógica, que dois e dois somavam quatro, e quando para tentar pegá-la eu citei que não havia provas da reencarnação. Ela me respondeu o senhor não leu no evangelho que Jesus afirmou que João Batista era o próprio Elias?
Ah meus irmãos que sinuca de bico eu fiquei, aquela parte do evangelho ainda estava meio obscura para mim, como para a maioria dos padres, se o Santo Papa, os Bispos, tivessem a resposta nos teriam passado, ou então era um daqueles mistérios que a Igreja prefere manter oculto, dizendo-nos que ainda não estávamos preparados.
Por isso, eu disse-lhe que havia coisas na bíblia que não havia sido possível ainda desvendar, e ela me disse: Mas o evangelho segundo o espiritismo, explica direitinho, e me fez um breve esclarecimento sobre reencarnação, e o pior para mim naquela situação me disse: Deus para ser Deus tem que ser infinitamente justo, infinitamente bom, e se um pai da terra, não condena seu filho a uma prisão eterna, dando-lhe outra chance, o que dirá Deus que é infinitamente perfeito, Ele em sua bondade não manda ninguém para o inferno eterno, Ele promove outra oportunidade de evolução de seu filho, Ele dá chances a este filho para reparar seus erros, para resgatá-los.
Bem eu não podia ser desonesto, nem podia em minha posição dizer-lhe que tinha razão, mas fui humilde o suficiente para dizer a ela que sem estudar tal livro, eu não poderia debater com ela, eu precisava me aprofundar nos conhecimentos novos, ela me ofereceu o livro, mas nunca o trouxe.
Nossa conversa só parou porque meu ajudante espavorido entrou no gabinete, dizendo que o batizado que eu tinha em outra cidade já estava bem atrasado, eu já deveria estar lá. Acompanhei-a até a sua sogra e marido, esta me olhou e perguntou-me então o que o Sr. acha? E eu lhe respondi: Uma pena esta moça não ser católica, pois com a fé que ela tem, eu teria a melhor das ajudantes, ela seria de grande utilidade, Deus a abençoe.
Bem foi neste dia que comecei a me questionar, quando vi que ela não traria o livro, dei um jeito de adquirir um, e me espantei com a doutrina, mas não podia dialogar com ninguém, mas passei a ver os problemas dos paroquianos de outra forma, passei a ter mais fé e mais segurança no meu Senhor.
Não imaginam a minha alegria quando desencarnei e vi que realmente valeu a pena ouvir aquela menina, vi que a verdadeira vida é aqui, e que o Pai não cobra a religião de ninguém, apenas cobra a forma que mostramos o nosso amor nesta vida, o que vale são as nossas ações. É bem que ela disse que o Pai não condena ninguém, ninguém. O outro dia estando conversando com um irmão contei-lhe esta história e ele sorrindo me disse, gostaria de encontrá-la? Pois é, aqui estou, e você ao perceber já está chorando, não, não chore, obrigada minha amiga, por ter me aberto os olhos, obrigada.
Deus vos abençoe hoje e sempre,


Ditado por Padre Antonio
Psicografado por Luconi
Em 14-08-2010

domingo, 18 de julho de 2010

TODOS FAZEM PARTE DE NOSSOS DESTINOS




Tenho tudo em minha cabeça como se fosse ontem, aportei nestas paragens completamente cego para os verdadeiros valores, não havia sido uma má pessoa, mas poderia ter ajudado muito nesta terra a tanta gente sem rumo por simplesmente não terem uma oportunidade.
Nunca recusei o pão a quem me pediu, era tão fácil, para mim um trocado para uma refeição nada era ordenar que a criada fizesse um prato de comida ou pegasse na dispensa alguns viveres para alguém que batia à porta era o mínimo do mínimo, tanto eu tinha.
Agora facilitar a vida deste ou daquele amigo em dificuldade, arranjar uma colocação para alguém conhecido, isto eu fazia, mas olhem o detalhe, amigo ou conhecido, pessoas que viviam dentro do meu pequeno mundo.
Procurava ser justo em minhas atitudes, justo sem olhar os dois lados da moeda, justo sem ir a fundo da questão, valia o que me era dito, valia aquele que eu conhecia, nem cogitava que o outro lado pudesse ter a sua razão.
Não fiz grandes dívidas, mas também não comecei a saldar nenhuma, o problema dos outros era dos outros, cada um eu pensava tinha seu destino, se todos fossem ricos, quem faria o serviço bruto, quem nos serviria, se eles existiam era porque assim deveria ser. Isto eu pensava, e ainda achava que amava ao próximo, quanta pobreza tão perto de mim, quantas crianças que andavam pelas ruas, com fome e frio. Ah mas não era problema meu, era dos seus pais, era das autoridades, meu não, eu já tinha minha cota de doações, de preferência um depósito bancário para algumas sociedades beneficentes famosas.
Eu por a mão na massa, ir levar uma palavra de carinho ao doente, visitar um hospital, tentar dar instrução para alguém, ou tentar arrumar colocação para um desses infelizes, não isto não, nem passava bela minha cabeça, cada um vem a esta terra com um destino.
O meu era ser um abastado fazendeiro de gado, muitas fazendas, herdadas de meu pai, depois dois frigoríficos, que abasteciam toda a região. Meus empregados eram remunerados como mandava a lei, eu a cumpria, fazia questão, não era meu destino tornar ainda mais infeliz a vida de quem lutava com tanta dificuldade, eu pagava, eles trabalhavam, era o único vínculo. A vida deles era deles, a minha era minha e não havia como transpor a barreira.
Muito poderia ter feito para melhorar a vida deles, muito mesmo, tinha dinheiro de sobra, educação e cuidados com a saúde seria o mínimo, eu tinha de sobra, para mim não me faria falta, mas qual o que, como eu dizia cada um tem o seu destino.
Desta forma um dia aportei nestas paragens, e durante anos fiquei estacionado, parado, vendo espíritos irem e virem, mas parece que não me viam, e dentro de mim uma voz na consciência começava a gritar cada um tem o seu destino, e eu não plantara nada para colher no mundo espiritual, se não fiz o mal também o bem não fiz.
Um dia já exasperado, me sentindo num vácuo, quase nos entremeios da loucura, lembrei de Jesus e do seu destino, clamei bem alto “ qual é o meu destino aqui Jesus, devo ter um, porque não o acho, será que é porque eu não tinha fé?
Neste instante uma luz surgiu, o caminho tão nublado e aquela luz como um facho vinha do alto até mim, um espírito vestindo uma roupa muito simples de aparência serena que eu reconheci ser o jovem mendigo que dormia debaixo da cobertura de um dos frigoríficos, me estendeu a mão e disse:
Meu irmão, você fez questão de na terra seguir a risca o destino que aparentemente a fartura terrena lhe dava, eu fui um dos muitos que foram colocados no seu destino para que você percebesse que toda a sua riqueza era empréstimo do Pai, para que você acudisse com ela os menos favorecidos. Este era o seu verdadeiro destino, através de sua riqueza gerar muitas oportunidades, evitando assim muitas lágrimas daqueles que você julgava não ter nada a ver com o seu destino. Daqueles que você deixava passar pela sua vida como se não os visse, como se não sentisse as suas dores.
Desabei a chorar como num filme vi toda a minha vida, vi não assisti, como se aquele que era eu fosse só um personagem, e que personagem frio, arrumei alguns empregos, colocações porque tinha interesse na questão, aquele mesmo espírito outrora mendigo, por ele passei muitas vezes, e não me dignava a olhar o seu rosto, sentia de certa forma asco pela sua aparência, não era piedade, mas asco algumas vezes lhe atirei algumas moedas para calar a consciência.
O irmão também chorava, eu lhe perguntei por que aquelas lágrimas, e ele me disse, me emociono quando alguém se encontra com a verdade, você num clarão vislumbrou o que lhe faltou em sua vida terrena.
Abraçou-me com carinho, o peito sentiu um calor antes nunca sentido, e eu entendi faltou-me AMAR no verdadeiro sentido da palavra, amar os meus era fácil, amar aqueles que tão distantes viviam de meu mundo, amar aqueles que tanto necessitavam, transformar este amor em pérolas para às suas vidas, este era o meu destino, e este eu digo a vocês é o destino de todos nesta terra.
Tanto o rico como o pobre pode cumprir este destino, pois um carinho, um sorriso, uma palavra, um pouquinho de seu tempo nada custa, e muito bem fazem aos corações sofredores, pobres ou ricos.
Esta foi a minha história que eu relatei, para que você que me lê, e acredite não é o acaso, possa abrir os seus olhos ainda enquanto estiveres na terra, e realmente cumprir seu verdadeiro destino.
Ditado por Joaquim Manoel
Psicografado por Luconi
17-07-2010