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quarta-feira, 15 de março de 2017

OLHA O TREM GENTE!


Olha o trem,
vem passando na estação,
na sua estação veja bem,
mas tome o primeiro vagão.



É especial o primeiro,
não basta apenas embarcar,
tem que o sentir por inteiro,
deixá-lo te dominar,
é o vagão da piedade.



Para o segundo vagão,
apto então estará,
nele vai extravasar o seu coração,
a paz o invadirá,
é o vagão da caridade.



Irás em seguida ao terceiro,
os olhos já reluzindo,
os braços se abrindo,
inevitável é o abraço,
no vagão da bondade.



Então irás para o quarto,
lá sempre mais um cabe,
a energia é contagiante,
de mãos dadas todos unidos,
no vagão da fraternidade.



Se chegar até ali,
não mais desejará descer,
todos os vagões um se tornará,
em você incorporá,
este é o trem do Amor.


E aí minha gente, vamos tomar este trem?
Mas não esqueça, o orgulho, a vaidade, o ego, nele não entra, e as tuas verdades com certeza já não serão as mesmas.




ditado por Gilson Gomes
psicografado por Luconi
em 12-03-17


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

GRATIDÃO CALADA







Que te importa agradecimentos? Nem ao menos  sabes se são realmente sinceros.

Se o irmão lhe é grato melhor que seja no coração do que com  palavras de lisonjas que só acordaria quem sabe tua vaidade.

A gratidão é sublime, mas muito mais sublime é o ato de doar sem nada esperar.

O que importa é abraçar do fundo de tua alma a postura dos braços abertos.
Abertos para receber o irmão, através da palavra amiga, do sorriso sincero, do abraço caloroso, do pão que a ele falta, do agasalho que não tem.

Importa que seja feito de forma sincera e humilde que não humilhe.

Importa que não pares para julgar o proceder do irmão, pois isso não é a ti que cabe.

O porquê de situações degradantes, o porquê da penúria, o porquê do abandono, o porquê da doença, são porquês que nem por um segundo deves fazer.

Porque realmente não te importa, se houver necessidade de saber a resposta virá até ti sem que faça a pergunta.


Mas no geral, não queiras saber o porquê apenas cumpre o teu papel de irmão sem esperar qualquer recompensa e segue sempre pronto a abraçar o próximo irmão que o "acaso" te colocar no caminho.




ditado por Gilson Gomes
psicografado por Luconi
em 04-02-17

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

DO AMANHECER O CANTO






Cantas, cantas ó linda manhã,

Cantas através dos teus raios ensolarados,

Cantas através do límpido riacho,

Cantas através da passarinhada,

Cantas enaltecendo a natureza,

Cantas elevando um hino de louvor a Deus,

Cantas, mas poucos ouvem o teu cantar,

Cantas, não pares de cantar, porque eu te escuto

Cantas que o teu canto alimenta a minha fé,

Cantas para que eu saiba


 que jamais estarei só.





Ditado por Gilson Gomes
psicografado por Luconi
em 05-03-1982



reedição

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

NA TERRA COMECEI A SER GENTE



A esta Terra bendita, tenho muito a agradecer, o fato de ter virado gente, como gente tem que ser.


Fui servo maltratado, de um majestoso palácio, enquanto servia aos nobres refeição farta, a mim apenas cabia os restos deixados nos pratos, a revolta era grande, acusando a nobreza de injusta e egoísta, melhor eram tratados os seus nobres animais.


Fui camponês humilde, trabalhando de sol a sol, vinha a guarda real e o melhor de minha lavoura levava, o restante mal dava para alimentar os filhinhos famintos, novamente acusava o rei de injusto, no povo não pensava, enricando com o meu trabalho.


Por fim, fui escravo e jovem morri, trabalhava dia e noite, repousava numa estrebaria, o alimento era o resto dos restos dos servos do palácio.


Todas as vezes, apenas reclamava, revoltava-me e nada fazia, nem consolava aos irmãos que sorte igual a minha tinham, pelo contrário, eram eles que me acalmavam e tentavam ver o lado bom da vida miserável que levávamos, eu apenas semeava revolta nos corações.


Por fim, nasci com sangue azul, de tudo eu tive, ao trono cheguei, nunca olhei para o servo muito menos para o escravo, seus rostos nem conhecia, para mim todos eram iguais em suas aparências, apenas me preocupava em abafar as revoltas, ainda me achava coberto de razão. Alguns atos piedosos assinava, mas apenas para calar minha consciência e satisfazer a vaidade de ser chamado de bom.


Como foi fácil julgar em outras vidas a ignorância dos soberanos, assim que tive o poder igual a eles me tornei.


Então, quando desencarnei, não encontrei riquezas, meu espírito era pobre e em andrajos se transformou a roupa real que usava, então acostumado a me revoltar, revoltei-me contra Deus, que Senhor era este que se assentava em um trono e permitia que seus filhos de andrajos se vestissem.

Na minha loucura perambulei por muito tempo, senti fome, senti sede, até que o sofrimento abafou minha revolta, ajoelhado no chão de lama, chorei por muito tempo e de repente mãos iluminadas enxugaram minhas lágrimas e eu clamei PERDÃO meu DEUS, alguma coisa de errado fiz. As mãos que meu rosto enxugaram, eram de um escravo, amigo da época que escravo fui, levou-me para uma morada onde outros andrajosos estavam e recebiam tratamento.


Uns haviam sido servos, servos revoltados, outros escravos, escravos revoltados, outros eram nobres, nobres egoístas que causaram a revolta de todo um povo, servos, escravos e colonos, e eu descobri que já havia sido todos eles e em nenhuma das situações fiz algo para auxiliar meus irmãos nem quando o poder na mão tinha.


Chorei, chorei e de chorar não mais parava, a desculpa que eu dava era a pobreza em que vivia e desta vez nem esta desculpa eu tinha.

Com o tempo a tristeza e vergonha de mim mesmo tomou conta de minha alma e os irmãos pedindo a Jesus, deram-me nova oportunidade, voltei pobre mas com possibilidade para o estudo, estudei muito, tornei-me médico com muito sacrifício e optei em ser médico missionário nas tribos indígenas que não conheciam Jesus. 

Precisei de mais de mil anos para entender, que não importa a roupa carnal que se vista, não importa a posição social,
importa sim ter o coração repleto de amor, ver o lado de cada um em cada proceder, não julgando, apenas exemplificando amor através de atos, deixar que estes atos semeiem o amor no coração de cada irmão.


Entender que nada é culpa de alguém ou de uma situação,o que recebemos  são consequências de nossa forma de agir, de sentir, e se agirmos e sentirmos segundo as leis do amor fraterno com certeza os nossos acertos auxiliarão a muitas e muitas pessoas.


E nós não estaremos fazendo bem a estas pessoas, são estas pessoas que estarão fazendo bem a nós, porque através delas estamos resgatando erros milenares, estamos aprendendo com elas a resignação, a saber lidar com as precariedades da vida.


Nesta encarnação finalmente comecei a ser gente de verdade, retornei mais duas vezes,
mas ainda não aprendi a ser realmente “gente”, estou me esforçando e um dia quem sabe eu consiga o mérito deste diploma, mas sinceramente gostaria de ter este diploma quando todos os irmãos que compartilham comigo esta escola também alcançá-lo.


Arregacem as mangas, abram os braços e recebam as dádivas Divinas, que são as oportunidades para todos nós nos tornarmos realmente “gente”.




ditado por Gilson Gomes
psicografado por Luconi

em 04-01-2016

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

SATISFAÇÃO DA ALMA OU DOS SENTIDOS?



Na vida nesta terra muitos caminhos percorri,
alguns com grandes abismos,
outros com pequenas depressões,
outros tanto enganavam com uma extensa planície.

Em todos havia ciladas,
em todos encontrei espinhos e flores,
em todos havia uma razão para ali estar,
em todos o acaso era providencial.

Cada qual um aprendizado trazia,
toda lição trazendo duas soluções,
uma onde a solução era fácil,
outra onde ela era trabalhosa e difícil.

A fácil trazia-me imediata satisfação,
a difícil muitas vezes a satisfação não aparecia,
pelo contrário uma questão outra puxava,
e a satisfação era apenas íntima, da alma.


Com a imediata satisfação meus sentidos carnais se alegravam,
cada vez mais preso  num emaranhado de emoções,
a satisfação imediata se desvanecia como nuvem,
mais e mais eu almejava.


Assim fugindo de “ problemas “,
acomodado em viver a minha vida,
de repente me senti vazio,
estranhamente solitário estando cercado de gente.


Eu não sabia,
era a fome de minha alma,
que eu não alimentara,
estranhamente a consciência passa a me cobrar as soluções fáceis.


Tarde demais, a vida passara,
quem se importaria comigo,
se eu representava agora a solução difícil,
a solução difícil para quem me abraçasse.

Mas Deus a ninguém desampara,
muito menos aos doentes de espírito como eu,
minha doença era o egoísmo que abafava o amor,
e santas mãos para mim se estenderam.


Eu era a lição em sua vida,
mas ela escolheu a solução mais difícil,
a fácil seria as costas virar,
com isto semeou em mim o amor fraterno.


E eu tardiamente aprendi,
que não é para satisfação dos sentidos esta vida,
mas sim para conseguirmos vencer as doenças do espírito,
reconhecer o erro foi o primeiro passo.


Os outros passos,
só em outra vida  
comecei a dar,
muitas foram necessárias.


Ainda hoje luto,
para me tornar merecedor,
daquelas mãos estendidas,
tornando-me digno de ser um discípulo,
de Cristo Nosso Senhor.



ditado por Gilson Gomes
psicografado por Luconi

em 18-08-2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

UM LAR OU UMA CASA?

                               Imagem:Núcleo Espírita Auta de Souza    
clique conheça



Era uma casa bela,
na rua não havia igual aquela,
mas seus moradores sempre tristonhos,
pareciam que não tinham nem sonhos.




Lá dentro cada um por si vivia,
cada qual com seus pensamentos,
não olhavam para o lado,
todos muito ocupados.




Tão sozinhos se sentiam,
na verdade mal se conheciam,
pelos laços de sangue unidos,
pelo gelo da individualidade separados.




Uma casa fria,
sem calor humano,
jamais seria um lar,
seria apenas uma casa.




Rir, brincar, participar,
entre si não sabiam,
com os amigos era fácil conversar.
amigos que o vazio não completariam.




No fundo em outras casas bem se sentiam,
calor humano encontravam,
mas na deles impossível,
um o outro culpava.




Tão fácil seria,
apenas um passo,
uma mão estendida,
um sorriso e um coração aberto.




Aos poucos o gelo iria quebrando,
o calor se instalando,
o eterno elo renascendo,
e a casa um lar se tornaria.






Não importa se na casa mora muita gente ou não, rica ou pobre, ela será um lar se nela houver amor fraterno, exalando de dentro para fora de cada um de seus moradores, mesmo que seja apenas um morador.





ditado por Gilson Gomes
psicografado por Luconi
12-04-15

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

NOVO ANO, NOVOS CANTEIROS



Novo ano, nova vida, novas esperanças, nova oportunidade de fazer um caminho melhor, de semear a boa semente para que no próximo ano novo ao olhar para trás você veja por todo caminho passado belos canteiros de flores.


Verás sorrisos, olhos agradecidos, esperanças renovadas, sonhos renascidos.


Sentirás então uma energia de fraternidade tão positiva que te impulsionará para frente e perceberás que caridoso não foi você que foi o jardineiro, mas o Pai que te deu oportunidade de trabalhar em sua seara e que o maior necessitado era você.


Então sorrirás e com lágrimas de agradecimento desejarás para o ano que se inicia a mesma oportunidade para ser um instrumento nas mãos do Pai, o verdadeiro Jardineiro da vida.


Ditada por Gilson Gomes
psicografada por Luconi

em 17-12-2014