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quarta-feira, 12 de março de 2008

NATUREZA HUMANA " SEDE DE EGOÍSMO "


A chuva caia torrencialmente, mas ninguém se deu conta do valor que ela trazia, das plantações que ela regava, dos riachos e represas que ela abastecia.

Lembravam-se só de praguejar e mal dizer o mau tempo, esqueciam-se já dos dias em que o sol ardia queimando e secando todas as coisas vivas, esqueciam-se o quanto lamentavam a sorte dos pobres irmãos que a seca havia deixado a mingua, quantos não haviam desencarnado e quantos não foram obrigados a abandonar o seu torrão natal, para não terem a mesma sorte.

Sim, tudo isto esqueceram e foi tão fácil, afinal eles sabiam das tristes notícias pelos rádios e jornais, eles mesmos estavam acomodados em suas casas, com os poços repletos d’água, com a mesa farta, e lamentaram sim, mas só lamentaram de braços cruzados e agora que a chuva caia e vinha dar vida a tudo novamente, eles simplesmente praguejavam.

Que amolação era para eles, aquela chuva que não parava, impedindo-os de darem expansões aos seus afazeres inúteis e fúteis.

Enquanto que os pobres irmãos da seca cantavam louvores aos céus, eles praguejavam.

Oh! Meus irmãos como neste conto, tudo nesta vida infelizmente tem sido assim.

Os homens só sabem pensar em si mesmos, só depois de muitos sofrimentos, só depois de aprenderem a dar valor nos desígnios de Deus, só depois de saberem aproveitar as ocasiões que nosso Pai nos dá para ajudarmos os nossos próximos, só então é que conseguirão transformar a terra de um planeta de espiações para um planeta de maior felicidade.

Aqueles que sofrem, sabem dar valor às pequenas coisas, como os irmãos da seca, sabem dar valor ao dia de sol que faz o fruto amadurecer e dar valor ao dia de chuva que molha a terra e faz com que as sementes germinem.


Ditado por João de Albuquerque

psicografado por Luconi 
em 07-07-1978.

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