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quarta-feira, 9 de abril de 2014

FALAR A LINGUAGEM DO POVO





Estou palavras procurando,
para não ser mal entendido,
mas com algum cuidado,
transmitirei o recado.


Tenho muitas mensagens lido,
muito sábias e profundas,
ricas em ensinamentos,
todos muito verdadeiros.


Mas também tenho visto,
muitos ávidos de saber,
tentando aprender,
mas desistindo por não entender.


Certos vocábulos complexos,
para enriquecer a leitura usados,
mas que acabam desanimando,
a quem a ler não está acostumado.


Ora, Jesus pregava aos humildes,
seus apóstolos entre pescadores escolhidos,
pois a sabedoria está no ser,
 não na cultura adquirida.


A menos que tua assistência,
seja apenas de eruditos,
o que não é o caso,
siga o exemplo de Cristo.


Fale com mansidão,
para todo coração,
com palavras singelas,
assim a mensagem será bela.


Exemplos do cotidiano,
de vidas já vividas,
todo coração entende,
sendo sempre bem vindas.


As fronteiras alarguemos,
preconceitos abandonemos,
o exemplo de Paulo sigamos,
que pregava sem distinção a todos os povos.


Não seja radical,
a verdade não é minha e nem sua,
apenas um pedacinho dela temos,
nossos irmãos ouçamos,
com boa vontade, pois perceberemos,
que o nosso pedacinho,
encaixa-se com o dele perfeitamente.


Meditem sobre isso sem armaduras, lembrando sempre que cada ensinamento, foi passado respeitando a época vivida na terra no momento.


Fiquem em paz,
ditado pelo Irmão da Paz,
Psicografado por Luconi
06-04-2014


domingo, 6 de abril de 2014

O AMOR NÃO DEIXA DÚVIDAS







Talvez fosse apenas uma cisma,
talvez em breve passasse,
mas este breve nunca chega,
o fim da jornada se aproxima,
ela ainda guarda a esperança,
de descobrir a razão,
de tanta desconfiança,
em um belo coração.


Jamais neste mistério adentrou,
uma barreira existe que não permitiu,
sobre a suas consciências milenares o véu desceu,
para as  proteger,
para que aprendessem a se amarem,
aceitando-se sem as diferenças questionarem.


Mas temos pedido a Jesus,
que este mistério se esclareça,
não importa quem culpado foi,
se você ou se ela,
ou se levar se deixaram,
pela infamante difamação de alguém.


Não importa agora,
no passado não importou,
no futuro não importará,
pois só se esclarecerá,
quando o puro amor reinar,
nenhum risco correndo,
de não se perdoarem,
ou perdoarem quem o mal plantou.



Como estas irmãs amadas, existem muitos irmãos nesta terra bendita, oxalá todos aqui viessem e conseguissem ler com os olhos da alma , que o Pai os abençoe, nós sempre estaremos orando por todos.



Ditado por Odette Rosa
psicografado por Luconi
06-04-2014




quinta-feira, 27 de março de 2014

COMO PARTIR SE SÓ AGORA PERCEBI?





Nada fiz,
nada ensinei,
nem sei se algo aprendi,
mas o tempo urge,
não haverá mais tempo.


Para o passado olhando,
vejo o quanto errei,
se em algo acertei,
não consigo perceber,
gritantes são os meus erros.


Ora o que acertei,
obrigação minha era,
nada a mais fiz,
por fazer muita coisa deixei,
tenho esta sensação.


Por isto me debatia,
agora eu entendia,
a lição aprendi,
colocar em prática precisava,
mas tempo não mais tinha.


Aqui, do outro lado,
os meus acertos mostraram,
para do desespero me tirarem,
eu ainda acho que era obrigação,
mas disseram que eu fiz com o coração.


Agora os meus erros,
que tão gritantes pareciam,
uma única origem tinham,
um mal em minha alma,
que por séculos contra lutara.


Uma doença orgulho chamada,
que de todos me afastava,
fora os que eu magoava,
que era os que mais eu amava,
empurrando-me na mais triste solidão.


O final me mostrou,
o tesouro do amor deles,
só então conta me dei,
do tempo que perdera,
e quanta coisa eu não vivera.



Depoimento passado a mim João de Albuquerque, por um irmão amigo de jornada, que por enquanto não pode fazê-lo, por ainda sentir muita emoção, é claro que ele me deu o depoimento e eu o transformei em poesia, é um carinho a sua esposa  na terra.



Ditado por João de Albuquerque
psicografado por Luconi
24-03-2014

           


sábado, 22 de março de 2014

QUANDO CRIANÇA EU ERA FELIZ, POR QUÊ?



Antes não era assim, eu era feliz, não havia tristezas, e os pequenos dissabores passavam rapidamente, sim eu era feliz, mas eu era criança.

Eis a questão, eu era criança, acreditava, tinha esperança, no mundo não havia maldade, ninguém para mim era ruim, ruindade não existia, vivia protegida no meu mundo infantil, é eu era feliz.

Não, não era uma criança rica, nem pobre demais, tínhamos nossa casinha, simples, modesta mesmo, pequenina, dois cômodos, papai trabalhava muito, mamãe nem sempre, só os dias que tinha faxina, nestes dias ficava com a vovó, não tinha vaga na creche e meus irmãos, eram dois, já estavam na escola de verdade.

 Feijão e arroz sempre tinham, agora guaraná ou soda só em dias de festas, natal, ano novo, páscoa e festa de aniversário. Mistura não nos importava, tudo que mamãe fazia era gostoso e bem vindo, não me lembro de meus irmãos reclamarem, só quando o jantar atrasava, era um tal de aí que fome pra lá e aí que fome pra cá.  Mamãe ralhava, coitada era nos dias que tinha faxina que a comida atrasava, papai tinha paciência, às vezes chegava tarde, mas a gente não ligava, ele sempre trabalhava muito.

Ah! Eu era feliz, chorar um pouquinho quando brigava com meus irmãos ou eles comigo, não me tornava infeliz, ficava com raiva e só, logo esquecia.

  Noto na minha memória, que quando estava na segunda série já no meio é que comecei a entristecer, já não era tão feliz, começava a conhecer o mundo, as suas tantas diferenças e descobri que tinha gente ruim, sim, até crianças ruins, não gostei de minha descoberta, mas a partir de então a felicidade, não era uma constante, com o tempo passou a se distanciar no tempo os dias que me sentia feliz e mais fui crescendo, mais difícil era me sentir feliz, até que finalmente passei a crer que felicidade não existia, apenas momentos felizes e por quê?

Hoje eu sei, enquanto era criança e permanecia com o meu coração puro, era feliz, depois deixei o meu coração ser contaminado pelas maldades do mundo, pela vontade de ser alguém, pelo desejo de ter coisas que não podia ter e então me lançava na luta constante para ter, é contaminei meu coração, passei a achar injusto as pessoas pobres sem nada e os ricos com tudo, achava injusto, mas nada fazia.

Bem, mais tarde, já de meia idade, comecei a abraçar este povo pobre, eu também o era, apesar que tinha conseguido sair da classe pobre e fui para a remediada e abraçava como podia nem que fosse com um sorriso, uma palavra, um agasalho, um alimento, uma ideia, a qualquer pessoa que cruzasse meu caminho e deixasse eu me aproximar, às vezes eram contatos rápidos, outras vezes, devo dizer raras, os contatos se repetiam e era criado um laço de amizade, então um dia descobri o quanto me sentia feliz quando estava abraçando alguém, eram momentos em que tristeza não existia, eram momentos que meu coração se abria da mesma forma de quando eu era criança, quando a esperança sempre existia, desta forma descobri como ser um pouco feliz nesta terra.

Bem, não é uma mensagem, é apenas um relato, de alguém que aprendeu, nesta escola bendita que é este planeta abençoado que recebe a tantos encarnados, o que Jesus queria dizer quando em suas sábias lições disse: "Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus.
Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus”.
Mateus 18:3-4


Desta forma, apenas quando olharmos a nossa vida e o mundo ao nosso redor com o olhar que tínhamos quando éramos crianças, só então, conseguiremos nos sentirmos felizes e olharmos os revezes da vida com compreensão, esperança e muita fé.


Ditado por Maria Adelaide
psicografado por Luconi
em 22-03-2014